Espaço Naturológico | Terapêutico | Preventivo

Arquivo para agosto, 2010

Os remédios florais do dr. Bach

 

Por Márcia Watanabe Hitaka

 

Trata o paciente, não trates a doença”. E.Bach



Quem foi Edward Bach?

Médico, bacteriologista e homeopata, viveu no inicio do século XX, na Inglaterra. Em suas pesquisas, estudava doenças relacionadas a infecções causadas por certo tipo de bactérias. Bach vinha se esforçando há vários anos para tentar descobrir tratamentos que fossem menos tóxicos do que as terapias disponíveis em sua época. Em seus atendimentos, passou a considerar outras variáveis, como a atuação da personalidade, mente e das emoções sobre a recuperação no quadro clinico. Bach teve essa percepção ao atender inúmeras pessoas com a mesma doença, percebendo que a reação ao mesmo tratamento distinguia-se de pessoa para pessoa. Passou a crer que, se pudesse ajudar a reequilibrar as emoções dos pacientes, então as suas doenças, quaisquer que fossem as causas, provavelmente iriam apresentar melhora.

Aos 31 anos, teve uma forte hemorragia digestiva, o diagnóstico foi que teria somente mais três meses de vida. Inconformado, resolveu abandonar o hospital, a clinica e a cidade, indo se refugiar no campo, aonde sempre se sentiu bem. Para ele, isto foi um alerta de que deveria mudar alguma coisa em seu modo de ver o mundo. A partir daí, iniciou uma cobrança para uma transformação interna, para descobrir seu real papel pelo coletivo.

Certo dia, andando pelo campo, ele deparou com aquelas que acabariam sendo conhecidas como as Flores de Bach. Ao parar diante de uma determinada flor, viu-se tomado por fortes emoções, que pareciam vir de fora de seu corpo. Baseado em um palpite intuitivo, Bach colocou diretamente em seus lábios parte do orvalho matinal que havia sido coletado sobre a flor; quando as gotas de orvalho tocaram a sua boca, a forte emoção desapareceu, retornando ao seu estado anterior de tranqüilidade. A partir de então, pôs-se a descobrir quais flores tinham a capacidade de reequilibrar aqueles padrões fundamentais de energia emocional que, acreditava ele, estavam por trás das doenças. Bach descobriu ao todo, trinta e oito flores, correspondentes a diversos estados emocionais, tais como: o medo, a raiva, o ciúme, o desânimo, a impaciência, a falta de auto-estima, a amargura, a apatia, a indecisão, etc.

A atuação das essências florais dá-se através da anatomia sutil humana: chakras, meridianos e corpos espirituais, devido a sua natureza magnética, está elencada em medicina vibracional. Para entender mais sobre a atuação sobre os campos sutis, veja o postEntendendo a Cromoterapia.

As essências florais contêm não apenas os padrões energéticos curativos das plantas, como também um tipo de tintura liquida de sua energia vital. A flor representa a máxima realização da planta e contém a mais alta concentração de sua energia vital.

“Quando uma essência floral é produzida através do método da exposição ao sol, a energia prânica da luz solar transfere ou imprime uma pequena quantidade do padrão de energia da força vital. De certa maneira, isto é análogo ao que acontece quando fazemos o contorno de uma folha colocando-a sobre um papel fotossensível e expondo-o à luz do sol. Banhando-se o papel no liquido próprio para revelação, uma imagem fotográfica da folha que estava sobre ele é rapidamente revelada. Da mesma forma, a energia da luz solar consegue fazer na água um tipo de impressão etérica da flor (…) contendo um padrão de energia sutil” (GERBER, 2002).

O uso de essências florais representa uma abordagem baseada numa compreensão espiritual da doença humana. O dr. Bach considerava a doença como sendo um reflexo de alguma forma de desarmonia divina entre a alma e a personalidade consciente. Ele sentia que todas as doenças eram experiências de aprendizado destinadas a ajudar as pessoas a reconhecerem suas percepções equivocadas, seus padrões distorcidos de pensamento e suas expressões negativas.

O dr. Bach faleceu aos 50 anos, lutando e superando o diagnóstico de três meses de vida.

 

Alguns autores indicados:

GERBER, R. Medicina vibracional. SP: Pensamento-Cultrix, 2004.

GERBER, R. Um guia prático de medicina vibracional. SP: Pensamento-Cultrix, 2002.

MONARI, C. Participando da vida com os Florais de Bach. SP: Roca, 2002.

SCHEFFER, M. Terapia Floral do dr. Bach. SP: Pensamento, 2002.

 

A terapia floral tem o reconhecimento da Organização Mundial da Saúde desde 1976.

 

No mês de outubro, falaremos sobre o Rescue Remedy.


Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga. Para conhecê-la um pouco mais, acesse profissionais.

 

(Crédito da imagem: luz-e-terra.com.br)


Primeiro Seminário Catarinense de Turismo Acessível

 

Para mais informações sobre o tema, leia o post – Acessibilidade no turismo: Turismo Acessível e Inclusivo.


Compartilhando um pouco do Judaísmo

 

Por Sabra

 

Fui convidada a escrever sobre o Judaísmo, e optei por fornecer informações sobre a origem de alguns ritos e hábitos que seguimos.

O Judaísmo é a mais antiga das três principais religiões monoteístas do mundo. Segundo os judeus, existe somente um Deus, e Este criou o universo e tudo o que está nele. Esta relação foi consolidada após Moises ter peregrinado com o povo por 40 anos no deserto.
O ano judaico já está quase em 6 mil anos, mas isso é uma outra historia.
Após setenta anos da morte de Cristo, o povo foi expulso de Israel pelos romanos. Espalhando-se pela Europa afora. Após centenas de anos foram segregados em guetos. Para saírem desses muros e andarem com o resto da população nas cidades em que estavam, os homens tinham que se trajar de preto e usar um chapéu ridículo, para assim serem ridicularizados por onde fossem.
O tempo passou e alguns desses descendentes ainda se vestem dessa forma, para que  ninguém esqueça essa parte da vida dos judeus .
Quanto às mulheres, na noite de núpcias, o senhor feudal tinha direito sobre a noiva, antes do  noivo. Então os judeus criaram um mecanismo para se livrarem disso. No dia do casamento, as mulheres raspavam a cabeça! Assim, quando o senhor feudal encarava as carecas, devolvia sem tocá-las.
Hoje, em Jerusalém, num bairro ortodoxo, as mulheres ainda fazem isso, para que a maldade não seja esquecida, colocando depois, um lenço na cabeça.

Quanto à alimentação, o porco não é consumido. Um outro costume alimentar é que não se mistura carne com derivados de leite; se ingerir leite e derivados, só poderá consumir carnes e derivados após 2 horas. O inverso, se ingerir carnes, só pode ingerir leite e derivados após 4 horas.

Não se trabalha da sexta ao entardecer, ao sábado até o entardecer; o indicador/ relógio é quando aparecer a primeira estrela. Tem relação com a passagem bíblica, aonde Deus criou o mundo em 6 dias, e descansou no sétimo, equivalente ao sábado. Em Israel, o primeiro dia da semana (de trabalho) é o domingo.

Para mim, seguir o Judaísmo no Brasil é tranqüilo. Algumas vezes, sinto a curiosidade por parte das pessoas, mas não o preconceito. Acredito que isto ocorra, devido à pluralidade cultural e racial do país, as pessoas passaram a não estranhar tanto o diferente, pois faz parte do seu dia-a-dia.

 

Sabra é uma feliz dona de casa, que segue os preceitos da religião judaica em seu cotidiano.

 

(Crédito da imagem: ffz.leonardo.it)


Aromaterapia: Óleo essencial e essência


Por Márcia Watanabe Hitaka

Vamos as compras! Em primeiro lugar, você sabe a diferença entre um óleo essencial e uma essência?

Os óleos essenciais são substâncias complexas, extraidos de folhas, flores, talos, caules, haste, pecíolo, casca ou raízes de plantas, constituídos por centenas de substâncias químicas, como álcoois, aldeídos, ésteres, fenóis e hidrocarbonetos. Essa constituição faz que sua ação no organismo tenha atuação terapêutica: fisiológicas (estimulante e/ou sedativo), farmacológicas (antifungicida, antiséptico) e psicológicas (força, insegurança, medos).

Um dos fatores que determina o preço de um óleo essencial, é a facilidade ou não de sua extração e qual o rendimento desta extração. Vamos a alguns exemplos: Tomilho, 400 kg produzem 1 kg de óleo essencial. Jasmim, são necessárias 2.000 unidades para obter 1 kg. Lavanda, 100 kg. Alecrim, 50 a 75 kg. Limão, 100 a 150 kg de cascas. Rosa marroquina, aproximadamente, 6.000 kg de pétalas para extrair 1 kg de óleo.

Já as essências, são produtos sintéticos, fabricados para imitar um óleo essencial, sem ação terapêutica no organismo. Sua função fica restrita a perfumar o ambiente.

Portanto, atenção. Pergunte-se qual é a sua intenção. Dar somente um cheirinho na casa? Esterilizar o ambiente? Acalmar os ânimos?

Sobre as compras, o que deve  ser observado, algumas dicas: atenção para o frasco, ele deve ser de cor âmbar. Na etiqueta, deve constar o nome cientifico, ex., Lavanda (Lavandula angustifólia e/ou officinalis). Verificar a data de validade.

No nosso dia-a-dia, podemos utiliza-lo de várias formas:

No aromatizador,  2 a 4 gotas, observar as medidas do ambiente.

Para massagens corporais, diluir em creme neutro (sem perfume) ou no óleo vegetal, na porcentagem de 0,5%

Banhos de imersão: 5 a 7 gotas, diluídas em álcool de cereais, mel, leite integral, iogurte ou óleo vegetal.

Com exceção da Lavanda e do Tea tree, os demais óleos essenciais devem sempre ser diluídos em um carreador: óleo vegetal, leite integral, creme. Não aplica-los diretamente na pele, pois devido a sua concentração, pode irritar ou manchar a pele.

Devido à amplitude de efeitos no organismo humano, bem como a abrangência de possibilidades de tratamento, a aromaterapia é muito mais do que uma simples terapia dos cheirinhos.

Há uma lista de cuidados que envolvem idosos, crianças, grávidas, lactantes,hipertensos. Convém consultar um aromaterapeuta e/ou naturólogo, para as devidas orientações quanto a escolha do óleo essencial, seu uso e posologia.

 

Para mais informações, veja post, Aromaterapia: Fragrâncias no ar.

 

Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga. Para conhecê-la um pouco mais, acesse: Profissionais.

 

(Crédito da imagem: downloads.open4group.com)


Acessibilidade no turismo: Turismo Acessível e Inclusivo

 

Por Eduardo Hitaka


O tema acessibilidade aos poucos vai sendo assimilado pelas pessoas, mas com muito ainda a ser feito, sendo um dos primeiros passos a sensibilização sobre a questão, o que no turismo vem aos poucos sendo trabalhado.

Nos dias dedicados a elaborar este texto, estava sendo veiculada na tevê, uma campanha de sensibilização (AVAPE – Associação para a Valorização da Pessoa com Deficiência) na qual uma usuária de cadeira de rodas atravessa uma via pública, utilizando a faixa para pedestres, porém tem dificuldade em concluir, já que um automóvel está estacionado sobre a faixa. Esta é obrigada a fazer, com dificuldades, um esforço numa manobra para subir na calçada, fora da faixa para pedestres. No instante que a personagem obtêm sucesso, um outro personagem caminha em direção ao veiculo estacionado sobre a faixa que, ao sair, deixa livre o rebaixamento na calçada na direção da faixa: http://www.youtube.com/watch?v=K_W1vVupZOY

Cenas assim ainda são, infelizmente, muito comuns. Demonstram a falta de conscientização e desrespeito a legislação e as pessoas.

Este desrespeito é somente um exemplo da barreira atitudinal que ainda persiste, na qual uma boa iniciativa de derrubada de barreira arquitetônica, como o rebaixamento da calçada que aparece na campanha, acaba sendo inútil.

Esta situação poderia muito bem acontecer com um turista visitando uma cidade, já que o turismo se apropria de tudo que um lugar possui, não só os atrativos, mas também toda a infraestrutura do destino, o comércio e os serviços, já que o turista continua a ter as suas necessidades como qualquer outro residente do destino visitado; apenas está em outro lugar motivado por algum desejo ou situação.

Neste aspecto é muito importante que o destino turístico possa oferecer condições para que a estada deste visitante seja agradável em todos os sentidos, da mesma forma que deveria ser para os residentes, sendo a acessibilidade um dos requisitos previstos pela legislação, que no caso do Brasil não são poucas, mas são pouco respeitadas e mesmo fiscalizadas. Ainda.

Já existem destinos que desenvolvem atividades especificamente para as pessoas com deficiência e as com mobilidade reduzida, temporária ou permanente, como ocorre com o segmento de Turismo de Aventura Especial, na qual as atividades como arvorismo, rapel, rafting, entre outros, podem ser praticados por este público. Com exemplo temos a cidade de Socorro, em São Paulo, considerado como destino referência pelo Ministério do Turismo para o segmento: http://www.socorro.tur.br/socorro_acessivel/default.asp

Outras iniciativas são as melhorias oferecidas em algumas praias, cuja proposta é viabilizar que o público do turismo acessível freqüente o lugar sem dificuldades ou barreiras, usufruindo o lazer, um direito de todos. Um exemplo é a iniciativa do Rio de Janeiro, o Praia Para Todos, na qual pretende-se levar lazer e desportos para as praias cariocas: http://www.praiaparatodos.com.br/home_novo.html.

Aliás, é no Rio de Janeiro onde funciona um dos sistemas de táxis adaptados, que atendem especialmente este público. No link a seguir, um depoimento postado por Marcelo Rubens Paiva, jornalista e autor do livro Feliz Ano Velho, ele próprio usuário de cadeira de rodas, na qual relata o serviço de táxi em algumas cidades do mundo e do Brasil: http://blogs.estadao.com.br/marcelo-rubens-paiva/ir-e-vir/

Um outro exemplo que movimenta o setor de turismo vem dos esportes; eventos como a Paraolimpíadas e Jogos Parapan-americanos necessitam que tanto a infraestrutura desportiva para a realização dos eventos como a infraestrutura do destino-sede, estejam devidamente adaptados ou acessíveis para receber os para-atletas, pois estes, no intervalo dos jogos, terão suas necessidades e mesmo desejos que os farão se deslocar e usufruir desta infraestrutura.

Assim, tomando como exemplo os fatos até aqui explanados, e na percepção de quem acompanha e pesquisa fatos e estudos relacionados a turismo e acessibilidade, nota-se uma tendência na qual o tema vem ganhando a devida notoriedade, já que, segundo o Censo de 2000 do IBGE, no Brasil existem cerca de 24,5 milhões de pessoas com deficiência, 14,5% da população total da época, sendo que desses, 8,3% possuem deficiência mental, 4,1% deficiência física, 22,9% deficiência motora, 48,1% deficiência visual e 16,7% deficiência auditiva. É um público que não pode ser desprezado, e nestes números ainda não estão contabilizados as pessoas com mobilidade reduzida, que por algum motivo tem dificuldade para se deslocar, permanentemente ou temporariamente, como é o caso de pessoas idosas, obesos, gestantes, entre outros.

A existência de normas, manuais e cartilhas para referenciar e promover o cumprimento da legislação, também é um indicativo de que as possibilidades para o desenvolvimento da acessibilidade, permitindo a inclusão social e mesmo vislumbrar, ainda que de longe, a tão evidenciada sustentabilidade no turismo e, por extensão inevitável, em toda nossa sociedade. Entre as normas para a acessibilidade está a NBR 9050:2004, da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, que trata da acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. As outras normas tratam da questão nos transportes, na comunicação, entre outros: http://portal.mj.gov.br/corde/normas_abnt.asp (normas ABNT); http://www.turismo.gov.br/turismo/o_ministerio/publicacoes/cadernos_publicacoes/16turismo_acessivel.html (cartilhas do Ministério do Turismo).

Apesar das iniciativas pontuais, ainda pouco articuladas, num país que, apesar de avanços no desenvolvimento e crescimento econômico e social, o turismo brasileiro ainda tem muito a ser desenvolvido, o que também pressupõe oportunidades, devendo a questão da acessibilidade ser cada vez mais incorporado em todas as ações de desenvolvimento, através de políticas públicas apropriadas e, quem sabe, chegar um dia em que a balança do setor seja favorável ao Brasil, recebendo turistas de todas os lugares do mundo, de todas as raças, classes sociais, credos e, claro, as pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, em destinos onde são oferecidas as práticas de um turismo acessível, um turismo inclusivo e, muito mais além, próximo do sustentável para o planeta.

A seguir algumas definições e conceitos pertinentes ao tema:

  • Acessibilidade │ Possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. (Lei Federal 10.098/2000)
  • Desenho Universal │ Concepção de espaços, artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável, constituindo-se em elementos ou soluções que compõem a acessibilidade. (art. 10, Decreto Federal 5.296/04)
  • LIBRAS | Língua Brasileira de Sinais. Língua oficial do Brasil utilizado pelas comunidades surdas. Originário da Língua de Sinais Francesa (http://www.libras.org.br/libras.php)
  • Turismo inacessível │ Completamente impraticável por PcD (Pessoa com Deficiência) devido às barreiras naturais e construídas intransponíveis. (Colaboração do sr. Romeu Kazumi Sassaki – graduado em Serviço Social, especialista em Aconselhamento Psicológico de Reabilitação na Área de Deficiência)
  • Turismo Adaptado │ Praticável por algumas PcD (Pessoa com Deficiência) desde que locais e atividades naturais e construídos recebam reformas, adaptações etc. (Colaboração do sr. Romeu Kazumi Sassaki)
  • Turismo Acessível │ Projetado para PcD (Pessoa com Deficiência) na planta de arquitetos, engenheiros, urbanistas, desenhistas industriais e outros. (Colaboração do sr. Romeu Kazumi Sassaki)
  • Turismo Inclusivo │ Projetado na planta com desenho universal aplicado à equiparação de oportunidades para todas as pessoas com ou sem deficiência. (Colaboração do sr. Romeu Kazumi Sassaki)

Saiba mais no blog Floripa Para Todos: www.floripaacessivel.wordpress.com. O blog disponibiliza links para outros blogs e sítios na Internet, além de glossário e postagens periódicas.

E em setembro, nos dias 13 e 14, será realizado o I Seminário Catarinense de Turismo Acessível: www.turismoacessivelsc.com.br. O local: Faculdades ASSESC, localizado no bairro do Itacorubi, em Florianópolis. No evento estarão presentes palestrantes que abordarão temas como: legislação e políticas para a acessibilidade no turismo, estudo de caso da cidade de Socorro/SP, adaptação em destinos turísticos, Turismo de Aventura Especial e normas da ABNT NBR 9050:2004 e NBR 15599:2008, além de mesa-redonda e workshops. O local é nas Faculdades ASSESC, localizado no bairro do Itacorubi, em Florianópolis.

 

Eduardo Hitaka é bacharel em Turismo.


Entendendo a Cromoterapia

 

Por Daiana Strada

 

Cromoterapia é uma ciência que usa as cores do espectro solar para restaurar o equilíbrio e a harmonia do corpo, da mente e das emoções. Vem sendo utilizada pelo homem desde as antigas civilizações, como Egito, Índia, Grécia, China; onde suas aplicações terapêuticas foram comprovadas por experimentações constantes e verificações de resultados.

Esta terapia, adormecida por milênios, ressurgiu como uma Medicina Energética ou Medicina Quântica. Foi reconhecida como Terapia Alternativa em 1976 pela Organização Mundial da Saúde, e, em 1983, pela mesma Organização, foi ratificado este reconhecimento. (BALZANO, 2008).

A Cromoterapia não procura curar os sintomas, mas sim, interferir nas causas, promovendo o equilíbrio físico-energético, propiciando uma melhora do estado geral do interagente. No tratamento cromoterápico, podemos utilizar a própria luz do espectro solar, lâmpadas coloridas, alimentação natural, mentalização das cores e ainda contato com a natureza. (MONTEIRO e SILVA)

Mas de que forma as cores agem no nosso corpo?

Antes de entender como a Cromoterapia funciona é necessário esclarecer que nosso corpo, segundo a física quântica e einsteiniana é constituído por uma forma de energia vibratória que ora se comporta como matéria, ora como energia. As diferentes vibrações energéticas emanadas pelo nosso corpo possibilitam diagnosticar e tratar diversos desequilíbrios, mesmo aqueles que ainda não se manifestaram na matéria.

Wilhelm Reich, psiquiatra austríaco, também pesquisou sobre a Energia Humana e demonstrou a bioenergética ou a energia da vida. E muito antes, Paracelso (1493-1542) afirmava que o estado de saúde era o equilíbrio das energias do indivíduo, e que a doença era o desequilíbrio dessas energias.(GERBER, 2002).

Este corpo energético teve sua existência cientifica evidenciada através da pesquisa do russo Semyon D. Kirlian, que criou a fotografia Kirlian, com capacidade de fotografar o halo de energia que circunda a periferia do corpo físico, também conhecida como Aura. Desta forma, mostrou-se que o corpo etérico ou energético se comunica com a matéria e as células do corpo físico, que têm base elétrica, e esta comunicação é feita, principalmente, pelos meridianos (GERBER, 2002). Quando o fluxo de energia é perturbado em qualquer região, e o corpo não consegue restabelecer este fluxo, surgem as “doenças”. (BALZANO, 2008). As descobertas de Fritz Popp sobre os biofótons ou pacotes de luz que as células do nosso corpo emitem que parecem estar na freqüência de radiação ultravioleta e que fazem parte da comunicação do interior do nosso corpo evidenciam a existência dos meridianos. (PAGNAMENTA, 2003).
Portanto, nosso corpo, formado de radiações, sofrerá as influências de outras radiações, como a das cores. Estas influências eletromagnéticas podem ser absorvidas através da pele como estímulos para a auto cura.

E de acordo com a Física, cada cor é uma faixa de radiação eletromagnética, tendo um comprimento de onda e freqüência específica. Sendo assim, agirá de maneira diferenciada sobre o organismo. (PAGNAMENTA, 2003).

O pesquisador Theo Gimbel verificou que a luz azul reduz a pressão sanguínea, alivia ataque de asma e combate a insônia, criando um estado de relaxamento. Já a luz vermelha eleva a pressão e deixa a pessoa mais ativa. A cor laranja é útil para o tratamento de depressão e a verde é benéfica para casos de câncer. Enquanto a cor turquesa fortalece o sistema imunológico e a amarela alivia os sintomas da artrite. (WILLS, 2006)

No estudo dos efeitos terapêuticos de determinadas cores em áreas específicas do corpo, temos os médicos Ghadiali e Babbitt, pioneiros no tratamento com cores e luzes, John Ott, Mac Naughton e Niels Finsen, este último ganhador do Prêmio Nobel, em 1903 pelo tratamento de tuberculose através da aplicação de luzes coloridas. (BALZANO, 2008)

Mais recentemente, destacamos o médico naturopata alemão Peter Mandel que tem realizado pesquisas na aplicação de cores em acupontos, desenvolvendo a chamada Cromopuntura e a Medicina Esogética. A Cromopuntura pode ser considerada uma vertente da Cromoterapia, mas com algumas diferenças. No próximo mês, falaremos mais a respeito das pesquisas de Mandel e de como a Medicina Esogética funciona.

 

Alguns autores indicados:

BALZANO, O. Cromoterapia: Medicina Quântica. São Paulo, 2008. Material não publicado.

GERBER, R. Um Guia Prático de Medicina Vibracional. São Paulo: Ed. Cultrix, 2002.

PAGNAMENTA, Dr. Med. N. Cromoterapia para crianças: o caminho da cura. São Paulo: Ed. Madras, 2003.

SILVA, R. C. da; MONTEIRO, C. F. Cromoterapia: um importante recurso terapêutico para a terapia ocupacional. Disponível em: http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2006/inic/inic/03/Sa%FAde%20inic%20X008.pdf. Acessado no dia 13 de julho de 2010.

WILLS, P. Manual de Reflexologia e Cromoterapia. São Paulo: Ed. Pensamento, 2006.

 

Daiana Strada é naturóloga. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

(Crédito da imagem: universointegral.com.br)