Espaço Naturológico | Terapêutico | Preventivo

Arquivo para outubro, 2010

Casos de intoxicação por metais pesados

Por Débora Pasquati

 

Em relação ao texto sobre intoxicação por metais pesados (ou tóxicos) apresentado há algumas semanas, os casos abaixo apresentados podem ilustrar o tratamento efetuado com a terapia Bio-Elétrica. Para saber mais, leia os posts: Intoxicação silenciosa e Terapia Bio-elétrica.

 

E.N., 38 anos. Dos 13 aos 23 anos, foi garimpeiro no Pará e no Mato Grosso, ocasião em que entrou em contato direto e freqüente com o mercúrio, metal pesado utilizado na separação do ouro das impurezas ligadas a ele.  Ele não só manipulava o mercúrio com as mãos, como inalava seus vapores ao aquecê-lo e ingeria peixes do rio contaminado com esse metal.

Pouco mais de 15 anos após essa experiência, ele começou a fazer um tratamento natural de depuração do sangue. Neste interim, passou a apresentar caroços e manchas avermelhadas pelo corpo, como se existissem “azeitonas” a nível subcutâneo, que podiam ser movidas de lugar com um leve empurrão e que aumentavam de volume ao serem expostas ao calor. Esse quadro se agravou quando ele começou a se sentir extremamente cansado com qualquer movimento que fizesse.

Numa visão naturológica do caso, é perfeitamente compreensível essa tentativa, por parte do organismo, de eliminar toxinas via pele durante um tratamento de limpeza do mesmo, uma vez que esta é uma das vias de eliminação de toxinas do corpo humano. No entanto, para a toxina em questão, um metal pesado, o organismo não foi preparado nem para recebê-lo, muito menos para eliminá-lo.

Ao passar por uma avaliação radiestésica para identificar o que era aquilo que estava tentando sair pela pele, constatou-se que era o mercúrio há muito acumulado no organismo.

Logo após a primeira sessão de desintoxicação com a Terapia Bio-Elétrica, através do aparelho de Emissão de Frequência Portátil MI – Rife, ele já se sentiu mais bem disposto, e inclusive sua pele mudou de cor, passando de acinzentada para rosada. Neste caso, no entanto, ainda foram necessárias mais sete sessões para eliminar completamente o metal do organismo.

 

S.H., 32 anos, logo após ter começado fazer uso de anticoncepcional aos 25 anos de idade, ela passou a ter episódios de dor de cabeça com uma frequência que só aumentava. Chegou ao ponto de ter as dores praticamente que diárias, quando os analgésicos tradicionais só faziam efeito por no máximo duas horas e então a dor voltava latejante como se nada tivesse sido feito para tentar minimiza-la.

Uma avaliação radiestésica identificou o arsênico, presente no anticoncepcional, como a causa da dor de cabeça. A existência desse metal pesado e tóxico logicamente não estava apresentada na bula, assim como de outras três marcas desse mesmo tipo de medicamento, as quais também foram avaliadas pela Radiestesia.

No entanto, por motivos lógicos e práticos ela não pôde deixar de usar esse medicamento, mas resolveu fazer uso periódico da Terapia Bio-Elétrica para eliminar o metal do organismo, o que acabou por completo com as crises de dor de cabeça.

 

C.F., 55 anos, durante anos, apresentou quadros gripais recorrentes. Numa determinada fase, chegava a gripar em intervalos de 45 à 60 dias. Na avaliação radiestésica, foram identificados os seguintes metais pesados: alumínio, césio, chumbo e níquel. Inicialmente, foi efetuado uma limpeza geral do organismo. Posteriormente, os metais tóxicos em evidência foram sendo eliminados. Após algumas aplicações, chegou a ficar dois anos sem gripar. No entanto, para a manutenção do bom funcionamento do sistema imunológico, há uma lista de recomendações que abrangem tanto a alimentação, como o estado emocional que permeia o dia-a-dia.

 

Débora Pasquati é naturóloga. Há cinco anos, incorporou a terapia Bio-elétrica em seus atendimentos. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

(Crédito da imagem: prassadahari.blogspot.com)


Aromaterapia – Perfil: Ylang ylang

Por Márcia Watanabe Hitaka

 

Atendendo a solicitação da leitora Regiane, postando o perfil do óleo essencial de Ylang ylang.

 

Denominação botânica: Cananga odorata

Processo de extração: destilação a vapor das flores amarelas. Necessários 50 à 60 kg de flores para extrair 1 kg de óleo essencial.

Nota perfumística: meio/base

Persistência da nota inicial: de média à forte

Descrição olfativa: fresco, doce, floral, levemente frutal, exótico, fragrante, porém delicado.

Principais componentes químicos: ésteres, álcoois, fenóis e sesquiterpenos.

Indicações: bactericida, anti-séptico, antiespasmódico visceral e circulatório (cólicas intestinais, uterinas, taquicardia, palpitação, hiperpnéia, contração muscular), hipotensor, estimulante (couro cabeludo, sistema reprodutor e límbico), tônico circulatório (melhora a circulação pancreática), sedativo (relaxa o sistema nervoso) e afrodisíaco.

Efeitos emocionais: É fortemente harmonizante, dissolvendo tensão, angústia, raiva, aborrecimento e falta de auto-estima. Ativa o sistema límbico, a excreção de endomorfinas que provocam euforia, excitação, combatendo estados depressivos acompanhados de estresse ou tensão emocional.

Cuidados: O aroma do óleo concentrado pode provocar dores de cabeça e náuseas. Para os hipotensos, uso moderado e diluição a 0,5%.

Curiosidades/particularidades: Ylang ylang significa, flor das flores. Considerado um afrodisíaco, tanto que na Indonésia, colocam suas flores na cama dos recém-casados. É largamente usado na indústria cosmética como componente de fragrância.

Para quem se interessou pelo assunto e quer conhecer um pouco mais, veja post, Aromaterapia: Fragrâncias no ar e Aromaterapia: Óleo essencial e essência.

 

Alguns autores indicados:

Corazza, S. Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros. São Paulo: Senac, 2002.

Davis, P. Aromaterapia. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

Silva, A. R. Tudo sobre aromaterapia. São Paulo: Roca, 2001.

Ulrich, H. N. Manual prático de aromaterapia. Porto Alegre: Premier, 2004.

 

Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga. Para conhecê-la um pouco mais, acesse: Profissionais.

 

(Crédito da imagem: kittysoaps.co.uk)


Histórico da quiropraxia

Por Ozemar Costa

Manuscritos Chineses e Gregos de 2.700 e 1.500 a.C. mencionam formas rudimentares de manipulação e de manobras articulares nos membros inferiores do corpo humano a fim de aliviar dores lombares. Hipócrates (460 – 377aC), “pai da medicina”, publicou textos em que detalha: “adquira mais conhecimento sobre a coluna vertebral, pois é a origem de muitas doenças”.

A Quiropraxia moderna começou a ser organizada e fundada nos Estados Unidos no ano de 1895 pelo canadense Daniel David Palmer.

Palmer foi autodidata – como muitos na virada do século. Seus estudos incluíam naturopatia, alopatia, medicina eclética, homeopatia, fisioterapia e osteopatia. Era assíduo leitor de jornais científicos, especialmente os que abordavam Anatomia e Fisiologia Humana, adquirindo um excelente conhecimento sobre saúde e Medicina. Desde o princípio, Palmer fazia parte do grupo de profissionais que buscava uma medicina livre de medicamentos.

O primeiro ajuste quiroprático registrado foi realizado por Palmer em 18 de setembro de 1895. Harvey Lillard, um funcionário do hospital onde ele trabalhava, relatou que há 17 anos, ao fazer um esforço para se curvar, ouviu um estalido em suas costas e que quase imediatamente perdeu a audição. Após tentar tratá-lo, sem que houvesse qualquer melhora, com seus toques de terapeuta magnético, Palmer examinou-o mais detalhadamente e encontrou uma saliência na região da torácica superior e suspeitou que pudesse ser uma vértebra proeminente por estar fora de “alinhamento” e, consequentemente “pinçando” o nervo envolvido com a audição. Sem sucesso, ele tentou várias vezes empurrar a vértebra, até que um dia, com uma admitida não-refinada técnica ele ajustou a vértebra com um empurrão firme o qual provocou um ligeiro estalido. Com as palavras de Palmer: “me pareceu que a vértebra que parecia estar fora do lugar, finalmente se encaixou”.  Após este evento Lillard começou a ouvir os sons que vinham da rua e depois de várias sessões, muito de sua audição estava restaurada.

Este evento seria a primeira manipulação articular. Logo depois disso, Palmer foi procurado por um paciente cujo problema cardíaco não estava respondendo ao tratamento médico convencional. Palmer examinou sua coluna e encontrou “uma vértebra deslocada pressionando os nervos que serviam o coração”. Ele ajustou a vértebra em questão e a condição começou imediatamente a melhorar.

Após esse segundo episódio com resultado positivo Palmer começou a se questionar que se essas duas condições tão diferentes, como uma deficiência auditiva e um problema cardíaco, se curaram com o realinhamento da vértebra, “porque outras doenças não poderiam ter causa semelhante?” Palmer passou a se dedicar ao estudo do que tinha ocorrido, e ao final de alguns meses, estabeleceu um novo sistema de cuidado da saúde a “Filosofia, Ciência e Arte da Quiropraxia”. Termo derivado de duas raízes gregas: Quiro – mãos e Práxis – praticar “praticar com as mãos”.

Esse início causou surpresa e muito excitamento na sociedade da época, principalmente quando outras histórias “milagrosas” tornaram-se comuns, e as controvérsias que cercam a Quiropraxia começaram. No entanto, muitas das “curas” que aconteceram foram, na verdade, erros médicos no diagnóstico inicial. Uma vez que em uma época com poucos recursos para exames o médico, por exemplo, podia formular o diagnóstico de que o paciente tinha um problema cardíaco, quando, na verdade, a dor no peito era resultado de uma dor intercostal e não um real problema cardíaco.

Palmer era bastante reservado sobre sua descoberta, pois temia que outros pudessem copiá-la tornando-se competidores. Para isso, passou a trabalhar secretamente, em sua sala às escuras e às portas fechadas e usando pesadas cortinas cobrindo as janelas de seu consultório para impedir que outras pessoas observassem suas palpações e manipulações, observação essa que ele tornava impossível, através de jogo de espelhos, até para quem estivesse dentro da sala. No entanto, depois de um incidente em 1897, ele repensou sua postura e decidiu que iria ensinar a sua arte.

Com esse objetivo, ele abriu, em 1897, a Palmer School and Infirmary of Chiropractic, a primeira escola de Quiropraxia no mundo, e começou a ensinar exclusivamente a Quiropraxia. Em 1902 seu filho, Bartlett Joshua Palmer, formou-se doutor em quiropraxia e passou a trabalhar com o pai. Alguns meses depois Joshua foi indiciado por praticar medicina sem licença, aumentando as pressões sobre a Quiropraxia. Em 1906, o próprio Palmer vai a julgamento e é condenado a pagar $350 de fiança.

As preocupações de Palmer sobre possíveis competições futuras se comprovaram, pois vários dos primeiros graduados, fundaram suas próprias escolas, além de começarem a praticar “novas técnicas”.  A Quiropraxia começa a se dividir, os ataques a Palmer se tornam freqüentes e quase todos os graduados em Quiropraxia são indiciados. Esse cenário estimulou Joshua a fundar a UCA (Universal Chiropractic Association) para defender a profissão.

O quadro só muda quando em 1907, um dos estudantes da Palmer College, foi preso por “exercício sem licença de medicina, cirurgia, e osteopatia” e pelo uso da palavra “doutor”. O advogado contratado para defendê-lo usou a estratégia de primeiro provar que o acusado não prescrevia medicamentos e nem realizava cirurgias, somente utilizando as mãos para tratar os doentes, não podendo assim ser acusado de exercício ilegal da medicina. Segundo sua tese, ele poderia, no máximo, ser acusado de prática ilegal de osteopatia. Para qual o advogado tratou de demonstrar que havia distinção entre as duas formas de “ajustes articulares”. Para a osteopatia, a base fisiológica está no papel preponderante da circulação sangüínea. Já para a Quiropraxia esse papel é exercido pelos nervos.  Quando o juiz concordou com sua tese, sem perceber ele criou uma importante jurisprudência: arte médica não significa medicina.

Essa decisão foi histórica: o quiroprata não pratica a medicina ou a osteopatia, mas sim uma distinta forma de promoção da saúde, ou seja, a velha definição de Palmer: a “Filosofia, Ciência e Arte da Quiropraxia”.

Essa vitória marcou o início de um longo relacionamento entre esse advogado e a Quiropraxia. Até o final de sua vida, em 1928, ele estabeleceu as bases legais da profissão, enquanto que o filho de Palmer lutava pelo seu reconhecimento científico. Joshua salvou a reputação e as finanças da Palmer School, construindo uma instituição proeminente, e contribuindo decisivamente para a aceitação da Quiropraxia pelo público e pelos legisladores. Graças ao seu esforço incansável, a profissão de quiroprata sobreviveu aos ataques da comunidade médica. Ele morreu em 1961, não antes de ver a Quiropraxia se transformar no maior sistema de cuidado de saúde não-medicamentoso dos EUA.

No ano de 1988 foi fundada a Federação Mundial de Quiropraxia, tendo 70 associações de diversos países como membros associados. Em 1997, essa federação passou a ter relações oficiais com a Organização Mundial da Saúde.

Atualmente a Quiropraxia é estabelecida em mais de 60 países, havendo aproximadamente 100 mil profissionais no mundo, sendo que 69% destes encontram-se em território norte-americano. O que coloca a Quiropraxia, nos países desenvolvidos, entre as três maiores profissões na área de saúde, junto com a Medicina e Odontologia, e de longe, como a maior dentre todas as medicinas naturais.

HISTÓRICO DA QUIROPRAXIA NO BRASIL

No Brasil, a Quiropraxia está em processo de regulamentação, ao contrário de muitos outros países onde já se encontra estabelecida.

Em 1992 em São Paulo, foi fundada a ABQ (Associação Brasileira de Quiropraxia) reconhecida pela Federação Mundial de Quiropraxia e pela Organização Mundial da Saúde. Através da ABQ existem aproximadamente 400 quiropraxistas trabalhando em território nacional.

Ozemar Costa é quiropraxista. Para conhecê-lo um pouco mais, acesse profissionais.

 

(Crédito da imagem: robertogama.com)


O que é quiropraxia?

Por Ozemar Costa

De acordo com a Federação Mundial de Quiropraxia e a Organização Mundial da Saúde, “a Quiropraxia é uma profissão na área da saúde que se dedica ao diagnóstico, tratamento e prevenção das disfunções mecânicas no sistema neuro-músculo-esquelético e dos efeitos dessas disfunções na função normal do sistema nervoso e na saúde geral”.

Os quiropraxistas trabalham para diminuir a dor e a tensão, restaurando a movimentação normal em casos de alterações nas articulações, tendões, ligamentos, músculos, bursas, discos, etc., além de problemas nos nervos, quando estes estiverem sendo influenciados por condições músculo-esqueléticas.

Para isso, após uma entrevista e exame clínico minuciosos, o quiropraxista propõe o tratamento específico, no qual é dada ênfase ao uso da terapia manual incluindo a manipulação articular ou “ajustamento”, outros tipos de manipulação articular, terapia de tecidos moles, exercícios, orientação postural e recomendação de cuidados preventivos como o uso de sapatos baixos e confortáveis, cadeiras com bom apoio lombar e a manutenção do peso corporal em níveis aceitáveis. Em nenhum caso, o quiroprata prescreve medicamentos, realiza cirurgias ou qualquer outro procedimento invasivo.

A quiropraxia é uma técnica que utiliza apenas as mãos para recuperar e manter a saúde através da libertação dos impulsos nervosos bloqueados em articulações com dificuldades de movimentação. A sua base está no livre funcionamento do sistema nervoso, responsável por controlar e coordenar todos os tecidos, órgãos e sistemas do corpo humano. O desalinhamento (subluxações) das vértebras ocasiona pressões sobre os nervos, prejudicando a saúde, uma vez que estes são responsáveis por conduzir os impulsos elétricos entre os órgãos e o cérebro.

A terapia manual apresenta varias técnicas que foram desenvolvidas para restaurar a movimentação livre e indolor. No caso das articulações, o quiroprata faz uso da manipulação ou ajustamento articular que consiste em um movimento rápido e preciso, o qual é normalmente acompanhado por um estalido. Após esse ajustamento observa-se diminuição da dor, relaxamento muscular e aumento da mobilidade.

Para trabalhar os músculos é realizada uma delicada palpação para localizar e dissipar áreas de tensão muscular seguida por alongamento passivo dos músculos.

Problemas nas articulações e nos músculos provocam dores músculo-esqueléticas, as quais podem provocar alterações posturais. Nestes casos, são utilizados métodos de tração suave de forma a auxiliar a recuperação da postura normal.

Tanto para os problemas nas articulações e nos músculos como para os posturais o quiroprata orienta o paciente a permanecer em movimento. Para isso ele indica instruções sobre como manter uma postura e exercícios (considerando-se o estilo de vida e a idade de cada pessoa) para estabilizar e fortalecer as áreas afetadas, bem como alongamentos para aumentar a flexibilidade e diminuir a tensão muscular.

O ajustamento ou manipulação articular provocam algumas alterações fisiológicas como a normalização do tônus muscular, facilmente observado na musculatura ao longo da coluna que fica menos contraída; aumento do limiar de dor; aumento da amplitude de movimento, uma vez que a articulação ajustada passa a se mover melhor e liberação de endorfinas substâncias analgésicas produzidas pelo corpo.

A Quiropraxia não é uma especialidade da Medicina ou da Fisioterapia, sendo, portanto uma profissão independente e de atendimento primário, onde o paciente pode consultar-se diretamente com o quiropraxista, sem a necessidade de ser encaminhado por outro profissional da área da saúde. Cabe assim, ao quiropraxista examinar o paciente e verificar se ele tem um problema que deve ser tratado com quiropraxia ou necessita de um encaminhamento para outro profissional na área da saúde.

 

Na próxima semana, novo post com o histórico da quiropraxia.

 

Ozemar Costa é quiropraxista. Para conhecê-lo um pouco mais, acesse profissionais.

 

(Crédito da imagem: clinicasaudeemfoco.com.br)


Acupuntura

Por Tylá Pillotto Duarte

 

Acupuntura é o nome ocidental dado à prática terapêutica que trata disfunções ou promove analgesia através da inserção de agulhas em pontos específicos do corpo, localizados em canais energéticos chamados de meridianos. A palavra acupuntura é formada pelas palavras latinas acus (agulha) e pungere (picar ou inserir). (Reichmann, 2002)

Esta técnica da Medicina Tradicional Chinesa foi trazida para o Ocidente pelo diplomata francês Soulié de Morant, responsável pela introdução da acupuntura em hospitais franceses a partir de 1930. Mas foi só em 1970, após a visita do presidente dos EUA à China, que essa prática começou a ser mais estudada e difundida entre os profissionais da saúde, inicialmente pelos efeitos analgésicos, encontrando também uma ferramenta terapêutica e preventiva.

A energia circula dentro dos doze canais como a água do rio que corre ao longo de seu leito. (Inada, 2000). Essa energia é influenciada por fatores internos e externos como as variações climatológicas, período do dia, alimentação e estados emocionais, evidenciando a íntima relação entre o corpo humano e a natureza que o cerca.

A terapia consiste em aplicar agulhas em pontos específicos do corpo, favorecendo a circulação energética, fazendo com que o corpo se auto-regule. A grandeza desta técnica não está em inserir agulhas, mas saber o local e o motivo da inserção.

A acupuntura pode agir em três níveis principais: nos sintomas, nas síndromes ou nos indivíduos. O tratamento de acupuntura mais eficaz é alcançado quando a combinação de pontos é elaborada para satisfazer as necessidades específicas de cada indivíduo. (Ross 2003)

Dessa forma podemos realizar uma acupuntura terapêutica ou apenas sintomática, de acordo com o critério de diagnóstico e seleção de pontos promovendo o equilíbrio energético, origem da enfermidade, ou apenas amenizando os sintomas apresentados.

Assim como a sua utilização cresce também o número de pesquisas que buscam explicar o mecanismo de ação e comprovar a eficácia da acupuntura como prática terapêutica. Os resultados mostram em uma linguagem ocidental o que os orientais já haviam explicado, a sua maneira, há muito tempo.

Inserindo-se uma agulha em um ponto de acupuntura, sempre se esta desencadeando uma ação que abrange os níveis energéticos, neural e humoral. Dependendo da função de cada ponto de acupuntura, um desses mecanismos prevalece sobre os demais e, deste modo, entende-se a concepção da indicação dos diversos pontos de acupuntura para as mais diversas patologias. (Nakano e Yamamura, 2008)

A acupuntura gera impulsos elétricos que chegam ao Sistema Nervoso Central, equilibrando a serotonina, substancia envolvida na dor, depressão e ansiedade, estimulando também a liberação de substâncias analgésicas e antiinflamatótias.

Nos casos de asma e bronquite a acupuntura auxilia a formações de compostos que dilatam os brônquios, reduzindo a falta de ar e o chiado, já na síndrome do intestino irritável o método ajuda a relaxar os espasmos musculares e melhora o funcionamento do intestino. (Revista ISTOÉ, agosto 2006)

Alguns dos usos mais recentes da acupuntura são os casos de enxaqueca, depressão leve, tensão pré-menstrual, gastrite, asma, insônia, rugas e gorduras localizadas, síndrome do intestino irritável e fibromialgia, além de promover analgesia em dores em geral.

Cada vez mais popular, a acupuntura chegou para ficar.

 

Alguns autores indicados:

INADA, T. Vasos maravilhosos: revisão dos textos clássicos e contemporâneos : cronoacupuntura : desmistificando a tartaruga e decifrando os cálculos. São Paulo: Roca, 2000.

NAKANO, M. A. Y.; YAMAMURA, Y. Livro dourado da acupuntura em dermatologia e estética. 2. ed. São Paulo: Center AO, 2008.

REICHMANN, B. T. Auriculoterapia – fundamentos de acupuntura auricular. Curitiba: Tecnodata, 2002.

ROSS, J. Zang Fu: sistemas de orgãos e vísceras da medicina tradicional chinesa. 2. ed. São Paulo: Roca, 1994.

ROSS, J. Combinação dos pontos de acupuntura: a chave para o êxito clínico. São Paulo: Roca, 2003.

 

Tylá Pillotto Duarte é naturóloga e acupunturista.