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Arquivo para março, 2011

Metafisica – Parte I

 

Por Débora Pasquati


Metafísica (meta = além e física = matéria) é a ciência que compreende o ser humano em todas as suas esferas: energética, física, emocional, psíquica, mental, espiritual e sentimental. Parte do princípio de que é a alma a responsável em organizar a matéria e não o físico que cria a essência.

O principal pressuposto metafísico diz: “Você é a causa de tudo!”.


Cada ser humano produz o ambiente que o cerca e é afetado por ele. Tudo o que acontece dentro e fora de nosso organismo está sempre, direta ou indiretamente, relacionado a nós mesmos e aos nossos padrões de pensamento e comportamento desenvolvidos ao longo da vida.

Absorver essa informação como uma verdade em nossas vidas faz com que o desenvolvimento de um trabalho de auto-observação torne-se extremamente importante e necessário a fim de que os acontecimentos da vida possam ser interpretados, para que então, aos poucos, possamos desenvolver e aprimorar nossa consciência metafísica.

A partir do momento em que nós adquirimos esse tipo de consciência em relação a uma disfunção em nosso organismo, passamos a obter um importante recurso pessoal para reorganizar nosso mundo interno, o qual vai refletir no ambiente externo e principalmente em nosso corpo em forma de saúde e vitalidade.

Essa consciência nos apresenta dois lados de uma mesma moeda chamada Metafísica: ela nos tira por completo a possibilidade de continuarmos nos vitimizando ao longo de nossas vidas, uma vez que nos tira o álibi de nossos próprios insucessos, mas também nos proporciona o poder de alterar o curso de nossa existência.

De acordo com o órgão afetado e o tipo de alteração que ele passou a apresentar, o corpo revela como a pessoa se encontra na área da vida que se correlaciona com ele. Observando e interpretando o comportamento de uma pessoa, pode-se ter uma noção da sua vulnerabilidade à determinada doença ou o fortalecimento de um determinado órgão.

Segundo a Metafísica, a raiz dos nossos problemas físicos está sempre em nossa atitude interior frente às situações do cotidiano, uma vez que todas as alterações metabólicas que ocorrem em nosso organismo têm sua origem no desequilíbrio emocional do mesmo.

Todo esse conhecimento metafísico você pode encontrar com mais detalhes nos quatro volumes da Coleção “Metafísica da Saúde”, dos autores Valcapelli e Gasparetto, da Editora Vida e Consciência. Livros os quais devem existir em todas as casas das pessoas que estão dispostas a tomar as rédeas das próprias vidas e deixar de apenas ir sobrevivendo um dia após o outro sempre procurando alguém ou algo para responsabilizar pelos seus próprios infortúnios e tristezas.



Débora Pasquati é naturóloga. Desde 2009, vem incorporando a Metafísica em seus atendimentos. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

(Crédito da imagem: luso-poemas.net)

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Amar pode dar certo

 

Por Fernanda Bonemann



Este é um livro que nos faz pensar e rever a forma como amamos, como nos doamos por inteiro (ou não) a pessoa que escolhemos para amar. O livro propõe que aprendemos amar, e amar é um treinamento, é a convivência, é o casal se propor a sair da rotina, sair para dançar, para jantar, fazer novos amigos, ter relações sexuais satisfatórias. Enfim, saber se divertir a dois até conseguir viver o momento em que não há mais o homem e a mulher, mas o “nós”.

O ser humano está sempre buscando amar e ser amado.

Neste livro, Roberto Shinyashiki e Eliana Bittencourt Dumêt, falam sobre relacionamentos, analisam o que mudou ao longo do tempo nos relacionamentos amorosos, o avanço feminino no mercado de trabalho (um dos fatores que mais atingiu os relacionamentos).

 

Amar pode dar certo

Roberto Shinyashiki e Eliana Bittencourt Dumêt

Editora Gente

 

 

Fernanda Bonemann é psicoterapeuta. Graduanda em Naturologia Aplicada. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

(Crédito da imagem: kwarup.blogspot.com)


Hipertensão e minhas reflexões

 

Por Daiana Strada

 

A hipertensão arterial é uma tensão ou pressão muito elevada nas artérias.
Esta elevação anormal da pressão é muitas vezes permanente e que pode levar a sérios problemas (crise cardíaca, AVC, problemas renais…) e em silêncio compromete coração, cérebro e olhos, quando não é corretamente tratada.

Esta doença grave atinge cerca de 25% dos brasileiros e tem crescido 13,4% nos últimos três anos. Isso se deve ao aumento do consumo de sal, à má alimentação e falta de exercícios físicos e a fatores emocionais. Mas de forma geral, os especialistas afirmam que não há uma causa específica e sim um conjunto de fatores.

Segundo Chiosa (1998), pela psicologia freudiana, a pressão arterial é uma representação inconsciente da auto-estima e do sentimento de dignidade. Quando sentimos indignação ou cólera o rosto se avermelha e as veias do pescoço e rosto se dilatam, demonstrando a relação do coração e circulação com sentimentos de incômodo, irritação, enjôo, ira e até fúria.

Em nome daquilo que entendemos ser digno, fazemos escolhas que nem sempre estão de acordo com as nossas necessidades. Escolhemos uma profissão que o pai prefere, casamos com o bom moço, nos mantemos num emprego desgastante. Deixamos de lado o que nos dá prazer por causa das obrigações e das cobranças, nossas ou de terceiros. Fazemos escolhas para agradar os outros e não a nós mesmos.

Page (2001) afirma que a hipertensão demonstra a dificuldade que o indivíduo e seu coração têm de relaxar. A pessoa está deitada e aparentemente tranqüila, mas algo em seu interior está em alerta, como se temesse ser descoberta, ou perder o controle.

Percebo que muitas pessoas que sofrem de hipertensão, como o próprio nome diz, estão sofrendo de uma pressão muito elevada. Essa pressão pode vir do excesso de trabalho, de relações mal resolvidas ou como Page (2001) afirma de um segredo guardado. Neste contexto acredito que este segredo está relacionado ao medo de não ser bom o suficiente, ou seja, não ser digno. Então voltamos as idéias freudianas que afirmam que a hipertensão está relacionada a auto estima. Ao sentimento de ser capaz de produzir, mudar ou se colocar no mundo. Talvez esta necessidade de aceitação venha da infância, nas tentativas primárias de agradar os pais para receber alimento. E essas tentativas podem se prorrogar por toda uma vida. Primeiro eram os pais, depois a namorada, o chefe, o esposo e os filhos. E o medo do fracasso nos faz ultrapassar os limites, sufocando nossas vontades.

Sufocar nossos desejos e sentimentos pode provocar sentimentos de cólera, que por ventura se voltam contra si mesmo. E devagar construímos uma bomba relógio que pode explodir a qualquer momento através de infarto ou AVC e suas complicações.

Até que ponto nosso corpo agüenta essa pressão? E como aliviá-la?

O primeiro passo é tomar consciência de que cada sinal de doença ou dor no nosso corpo físico quer nos mostrar uma “doença” ou dor emocional. Refletir sobre como você lida com suas emoções é um bom começo. Quantas emoções você está guardando sem entendê-las ou senti-las? Quantos desejos estão sendo reprimidos por uma necessidade de obter resultados ou para ter aceitação?

Vejo muitos homens de meia idade que depois de anos de trabalho duro chegam a aposentadoria com problemas cardíacos. Pergunto-me, por quanto tempo esta pessoa está vivendo uma vida que nem sempre foi por uma escolha e sim por falta de escolhas, cheio de obrigações e regras? Então, quando essas obrigações diminuem, na aposentadoria, o corpo relaxa e traz consigo o resultado de anos de PRESSÕES além dos limites físicos e emocionais,  a hipertensão.

Mudar não é fácil, mas é preciso ouvir nosso corpo quando ele pede as mudanças. Hipertensão é um pedido de ajuda de um corpo – em todas as suas dimensões – que não está mais conseguindo lidar com tantas pressões, com tantas cobranças

A hipertensão é mais uma oportunidade de escolha. Continuar no mesmo ritmo, nas mesmas crenças e atitudes, ou reavaliar cada passo? O que realmente é importante para você, além de você mesmo?

 

 

Bibliografia consultada:

CHIOSA, L. A. Os Sentimentos Ocultos em: hipertensão essencial, transtornos renais, litíase urinária, hipertrofia da próstata, varizes hemorroidais, esclerose, doenças auto-imunes. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1998.

 

PAGE, C. R. Anatomia da Cura. São Paulo: Ground, 2001.

 

 

Daiana Strada é naturóloga. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: espacodafilobetim.blogspot.com )

 


Massoterapia I: Introdução, Histórico, Ciclo da dor

 

Por Márcia Watanabe Hitaka


Leitores,

quando comecei a rascunhar este texto, tinha toda a intenção de faze-lo curto, leve e ágil.

Conforme ia desenvolvendo o tema, lembrava a todo o momento de algum complemento, e assim foi crescendo, recheado de partes técnicas e fisiológicas. Peço paciência na leitura, talvez, um pouco densa e monótona, e ainda, tive que dividi-lo em duas postagens.

Dentro da minha área de atuação profissional existem várias terapias que, num primeiro momento, instigam ora a curiosidade ora a incredulidade ou o desdém.

Infelizmente, para alguns, a massoterapia ainda carrega o estigma de massagem erótica. Particularmente, tenho algumas péssimas experiências com abordagem de conotação sexual. Outros profissionais da minha área, tanto homens, como mulheres, comentam que em algum momento, foram interrogados sobre qual era o preço do adicional. É lamentável que situações assim ainda ocorram.

Assim, ao escrever este tema, percebi a importância de descrever o que um(a) massoterapeuta lê, estuda e treina por meses (algumas especializações, levam anos) para que possa efetuar uma massagem terapêutica.

Na escolha, muitas pessoas ao procurarem este profissional, levam tão somente em consideração o preço cobrado pela sessão: querem o mais barato. Importante saber um pouco mais: indicação de um conhecido, currículo e postura profissional, a especialização, local de atendimento adequado, entre outros.

Como em toda profissão, existem os dedicados e aqueles que se contentam em espalhar o creme.

A massoterapia (incluo as especializações, por exemplo: drenagem linfática, relaxante, shiatsu, etc.) é tanto indicada para tratamentos terapêuticos, complementares ou preventivos. Infelizmente, grande parte da população ocidental só corre para o massoterapeuta quando já está todo torto, inchado, cheio de dores e, não raro, sequer conseguem levantar direito da cama. E creiam, esperam que o profissional faça o milagre do desaparecimento de todos as dores que acometem o corpo, de preferência com uma única sessão, sem se comprometerem em fazer a parte que lhes cabe, que seria uma reeducação: postural, alimentar e emocional; alongamentos diários, atividades físicas regulares, enfim, cuidar mais de si, não delegando a responsabilidade integral para terceiros.

Peço que da próxima vez que receberem uma massagem, ampliem o horizonte. Dêem espaço para os outros sentidos. Sintam a troca energética que ocorre, sintam o corpo que se recupera e todas as nuances psicológicas e emocionais que se restauram.

A HISTÓRIA DA MASSAGEM

A referência mais antiga aparece no Nei Ching, um texto médico chinês escrito num período anterior a 2.500 a.C. Escritos posteriores sobre a massagem foram desenvolvidos por eruditos e médicos, como Hipócrates, no séc. V a.C., Avicena, no séc. X d.C. e Ambrose Pare, no séc. XVI d.C. A seguir, um breve histórico sobre a massagem:

  • Os hindus, já em 1.800 a C, usavam a massagem para redução de peso, indução do sono, combate à fadiga e relaxamento.
  • Século XVI: retomada dos estudos sobre massagem em conjunto com os avanços nas pesquisas em anatomia e fisiologia humana.
  • Século XIX: surgimento de vários estudiosos sobre massagem.
  • 1776 – 1836: Pehr Henrik Ling, sueco e grande estudioso sobre massagem, com influente contribuição para o avanço desta técnica.
  • 1839 – 1901: Johan Mezger, holandês que levou a massagem para conhecimento da comunidade cientifica médica.

Na obra de Cassar (2001, p. 1) a palavra terapêutico é definido como:

“[…] de, ou relacionado ao tratamento ou cura de um distúrbio ou doença. Ela vem do grego therapeutikos e relaciona-se ao efeito do tratamento médico, therapeia. A palavra massagem também vem do grego, masso, que significa, amassar. Hipócrates usou o termo anatripsis, que significa, friccionar pressionando o tecido, e este foi traduzido, posteriormente, para a palavra latina, frictio, que significa, fricção”.

A técnica de massagem pode ser definida como: a manipulação dos tecidos moles do corpo para fins terapêuticos.

O CICLO DA DOR

Cassar (2001, p. 40), explana a atuação da massagem sobre a dor da seguinte forma:

“[…] a massagem é, talvez, um dos métodos mais antigos para o alivio da dor. Um possível mecanismo pelo qual a massagem causa analgesia é a perturbação do ciclo da dor (Jacob, 1960). Este pode ser descrito como uma contração muscular prolongada que leva a uma dor profunda dentro do próprio músculo. A dor, por sua vez, resulta de uma contração reflexa do mesmo músculo. Tem sido sugerido que a massagem ajuda a romper o ciclo da dor por seus efeitos mecânicos e reflexos e pela melhora da circulação. Relaxar e alongar o tecido muscular reduz a contração prolongada. Além disso, a dor é bloqueada pelo mecanismo de Portal da Dor, que cessa contrações reflexas adicionais“.

A explanação sobre o Portal da Dor estará no texto: Massoterapia II – A massagem como tratamento.

ESTRESSORES

O corpo está sujeito há uma série de estressores. São classificados em quatro tipos: químicos, físicos, emocionais e congênitos (CASSAR, p.34).

Estressores químicos:

  • toxinas resultantes de infecção aguda ou crônica;
  • ação de bactérias através de corte, queimaduras e machucados;
  • doença visceral que geram toxinas, as quais atuam como irritantes, causando ou intensificando alterações somáticas nas áreas supridas pelo mesmo segmento da coluna;
  • venenos orgânicos como ácidos, açúcares, álcool e tabaco;
  • substâncias químicas como drogas, aditivos e corantes;
  • desequilíbrios metabólicos como reações alérgicas e fatores endócrinos; e
  • desequilíbrio nutricional. Ex: privação do ácido ascórbico, que cria uma deficiência no tecido conjuntivo.

Estressores físicos:

  • trauma, causado por acidente ou tensão repetida dos músculos;
  • exercícios excessivos ou inabituais;
  • microtrauma, provocado por tensões posturais ou ações repetitivas;
  • acidente vascular cerebral – um derrame que leva à obstrução do suprimento sanguineo para as células do tecido;
  • edema;
  • temperatura excessivamente baixa ou alta;
  • compressão nervosa – desalinhamentos da coluna ou compressão do nervo por músculos;
  • lesões da coluna – crônicas ou agudas – e desequilíbrios estruturais;
  • alterações artríticas;
  • atividade muscular deficiente: espasmos, espasticidade, contraturas; e
  • alterações no posicionamento visceral.

Estressores emocionais:

  • estados de ansiedade;
  • medos; e
  • raiva, etc.

Fatores hereditários e congênitos:

  • Hemofilia.
  • Espinha bífida.

 

No mês de abril, segunda parte deste post: Massoterapia II – A massagem como tratamento.


Bibliografia consultada:

ARIELI, S.L.E. Como funciona o seu corpo. São Paulo: Quark do Brasil, 1998.

CASSAR, M.P. Manual de massagem terapêutica. São Paulo: Manole, 2001.

DARÉ, P., EBELE, R. Apostilas da cadeira de Massoterapia – material não publicado –  curso de Naturologia Aplicada – Unisul: 2006.

FRITZ, S. Fundamentos da massagem terapêutica. São Paulo: Manole, 2002.

SINGI, G. Fisiologia dinâmica. São Paulo: Atheneu, 2001.

 

Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

(Crédito da imagem: simone.martin.blog.uol.com.br)