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Arquivo para agosto, 2011

Massagem Abhyanga

 

Por Fernanda Bonemann

 

 

Abhyanga significa em sânscrito, untar, friccionar com óleo.

É uma massagem Ayurvédica. A palavra Ayurveda vem do sânscrito:

Ayus – vida + Veda – conhecimento = Conhecimento da Vida!

 

A massagem Ayurvédica é um dos métodos terapêuticos da Medicina Ayurvédica, que utiliza o toque como forma de tratamento dos desequilíbrios energéticos do corpo. Tem como objetivo equilibrar os princípios vitais vata-pitta-kapha (que são as funções físicas e mentais do corpo) que controlam todas as funções do organismo, bem como harmonizar os cinco elementos (terra, água, fogo, ar e éter).

 

Essa massagem pode ser feita a fim de conservar a saúde, trazer equilíbrio e harmonia para o corpo.

 

As quatro finalidade principais da Abhyanga são:

  • Eliminar os excessos
  • Purificar
  • Fortalecer ou rejuvenescer
  • Conservar a força

A massagem promove uma respiração mais profunda e natural, traz relaxamento aos músculos e ao corpo inteiro. Auxilia no sistema digestivo, proporciona sono mais profundo, e geralmente traz mais leveza à vida. O cansaço, tanto mental quanto físico, também é aliviado através da massagem.

 

A fricção com óleo melhora a circulação sangüínea e a movimentação dos fluidos vitais, além de estimular a energia prânica a circular de forma mais harmoniosa. Tóxicas são eliminadas e o corpo se enche de vitalidade. A pele também é nutrida através da massagem em que sempre se utiliza óleo vegetal.

 

 

Bibliografia consultada:

ATREYA. Os segredos da massagem ayurvédica. São Paulo: Pensamento

OHARI, Harish. Manual de massagem Ayurvédica: técnicas indianas tradicionais para o equilíbrio do corpo e da mente. São Paulo: Ground, 1996.

LAD, Vasant. Ayurveda: a ciência da autocura (um guia prático). São Paulo: Ground, 2007.

 

 

Fernanda Bonemann é psicoterapeuta. Graduanda em Naturologia Aplicada. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da umagem: ayurveda-gdm.blogspot.com).


A doença sobre uma visão metafisica

 

Por Débora Pasquati


 

Para acompanhar os textos sobre Metafísica, leia também os posts: Metafísica I, Metafísica II, Nova Realidade de Vida e Genética, Hereditariedade e Metafísica.

 

Toda vez que aparece no corpo físico qualquer tipo de sintoma ou doença, a pessoa deve se observar para identificar qual aspecto de sua vida está deixando de fluir de forma adequada, uma vez que qualquer alteração no padrão de saúde de uma pessoa indica a manifestação de conflitos internos mal resolvidos. Observação essa que tanto pode ser feita pela própria pessoa ou com o acompanhamento de um terapeuta metafísico.

Antes desses conflitos se somatizarem no físico, a pessoa apresenta problemas de ordem emocional, como ressentimento, angústia, depressão, medo, etc., os quais denunciam que a pessoa não tem vivido de acordo com seu verdadeiro temperamento, pois anda se boicotando em função de outros e se distanciando de sua essência.

Esse mecanismo de somatização que muitas vezes leva as pessoas a sentirem muita dor, física e/ou emocional, não deve ser considerado um castigo e sim uma possibilidade de mudança que leva a pessoa que está disposta a um reposicionamento interior, a resgatar a harmonia entre sua alma e seu corpo físico, reestabelecendo a saúde perdida. E isso irá acontecer mais facilmente se o doente deixar de se revoltar ou vitimizar com sua dor e passar a encará-la como uma promotora de um estado de reflexão, através do qual ele irá poder mudar efetivamente sua vida.

A procura pelas causas metafísicas de sua doença não deve ser um processo com pressão ou feito por obrigação, pois se assim o for, você estará indo contra si mesmo, abalando sua condição interna e, consequentemente agravando seus sintomas físicos. A resposta naturalmente irá surgir à medida que você olhar para seu interior, tentando com isso descobrir em qual área de sua vida as coisas não estão fluindo bem e afetando sua estabilidade emocional.

É sob essa óptica metafísica da saúde e das doenças que eu irei apresentar nos meus próximos textos, os sistemas e órgãos do corpo humano e os sintomas e doenças que podem acometê-los.

 

Meu trabalho é direcionado através da metafisica, ou seja, não só focando em tirar os sintomas das doenças e resgatar a saúde física mas, principalmente, identificando, juntamente com o doente, os sentimentos, as emoções e as sensações que foram geradas no corpo ao longo da vida, mas que não tiveram a oportunidade de se manifestar e que permaneceram congestionando o corpo de energias negativas acumuladas. Esse processo é feito para alcançar a cura, a qual é sempre uma combinação de tratamento físico com o reposicionamento interior.

 

 

Todo esse conhecimento metafísico você pode encontrar com mais detalhes nos quatro volumes da Coleção “Metafísica da Saúde”, dos autores Valcapelli e Gasparetto, da Editora Vida e Consciência. Livros os quais devem existir em todas as casas das pessoas que estão dispostas a tomar as rédeas das próprias vidas e deixar de apenas ir sobrevivendo um dia após o outro sempre procurando alguém ou algo para responsabilizar pelos seus próprios infortúnios e tristezas.

 

 

Débora Pasquati é naturóloga. Desde 2009 vem incorporando a Metafísica em seus atendimentos. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: http://www.overmundo.com.br/banco/bela-e-a-flor)


A dança

 

Por Daiana Strada

 

 

“Eu lhe mandei meu convite, a nota inscrita na palma da minha mão pela chama da vida. Não dê um salto gritando: “Sim, é isso que eu quero! Vamos em frente!”

Apenas se levante em silêncio e dance comigo.

 

Mostre-me como você segue seus desejos mais profundos, descendo em espiral em direção à dor dentro da dor, e lhe mostrarei como eu me volto para dentro e me abro para fora para sentir o beijo do Mistério, doces lábios sobre os meus, todos os dias.

 

Não me diga que você quer encerrar o mundo inteiro no seu coração. Mostre-me como você evita cometer outra falta sem se desesperar quando sofre uma agressão e tem medo de não receber amor.

 

Conte-me uma história sobre quem você é, e veja quem eu sou nas histórias que estou vivendo.

E juntos nos lembraremos que cada um de nós sempre tem uma escolha.

 

Não me diga que as coisas serão maravilhosas… um dia. Mostre-me que você é capaz de correr o risco de ficar completamente em paz, totalmente á vontade com a maneira como as coisas são neste exato momento, e também no momento seguinte, e no seguinte…

 

Já ouvi história demais sobre a audácia heróica. Conte-me como você desmorona quando esbarra no muro, o lugar que você não pode transpor pela força da sua vontade.

O que conduz você para o outro lado desse muro, para a frágil beleza da sua condição humana?

 

E depois de mostrarmos um ao outro como definimos e mantivemos os limites claros e saudáveis que nos ajudam a viver lado a lado um com o outro, vamos correr o risco e lembrar que nunca deixamos de amar em silêncio aqueles que um dia amamos em voz alta.

 

Leve-me para os lugares do planeta que ensinam você dançar, os lugares onde você pode correr o risco de deixar o mundo partir seu coração, e eu conduzirei você aos lugares onde a terra debaixo dos meus pés e as estrelas no céu fazem meu coração ficar inteiro de novo, e de novo.

 

Mostre-me como você cuida dos negócios sem deixar que eles determinem quem você é. Quando as crianças estão alimentadas, mas as vozes internas e externas gritam que os desejos da alma tem um preço alto demais, vamos lembrar um ao outro que o que importa não é o dinheiro.

 

Mostre-me como oferece ao seu povo e ao mundo as histórias e as canções que você quer que os filhos de nossos filhos recordem, e eu revelarei a você como eu me empenho, não para mudar o mundo, mas para amá-lo.

 

Sente-se do meu lado e compartilhe comigo longos momentos de solidão, conhecendo tanto a nossa absoluta solitude quanto nosso inegável pertencer. Dance comigo no silêncio e no som das pequenas palavras cotidianas, sem que eu me responsabilize no fim do dia por nenhum de nós dois.

 

E quando o som de todas as declarações das nossas mais sinceras intenções tiver desaparecido no vento, dance comigo na pausa infinita antes da grande inalação seguinte do alento que nos sopra a todos na existência, sem encher o vazio a partir de dentro ou de fora.

 

Não dia “Sim!”.

Pegue apenas na minha mão e dance comigo”.

 

 

Retirei este poema do livro de Oriah Mountain Dreamer, intitulado “A Dança”. Com muita sutileza, como se fosse uma dança entre duas pessoas, sem passos marcados, apenas na sensibilidade do próximo movimento, ouvindo e sentindo a música, a autora nos leva a um mergulho em nós mesmos, nos fazendo perguntas que nos deixam horas a pensar sobre nossas escolhas, sobre quem somos.

Encantador e de linguagem simples que nos prende à leitura. Nas próximas postagens falarei mais sobre este livro e sobre as reflexões que ele evoca em minha mente.

 

 

“ E se a questão não for por que é tão raro eu ser a pessoa que realmente quero ser,e, sim, por que é tão raro eu querer ser a pessoa que realmente sou?”  (Mountain Dreamer, O. 2003)

 

 

Mountain Dreamer, Oriah. A Dança: acompanhando ritmo do verdadeiro eu. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.

 

 

Daiana Strada é naturóloga. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: http://www.rakelpossi.com/ampliado.php?ID=20070401110448)


Aromaterapia – Perfil: Bergamota

 

 

Por Márcia Watanabe  Hitaka

 

 

Denominação botânica: Citrus bergamia

Processo de extração: Prensagem a frio da casca. Necessários 200 kg de cascas para extrair 1 kg de óleo essencial.

Nota perfumística: alta

Persistência da nota inicial: média

Descrição olfativa: fresco, levemente floral, cítrico, lembrando laranja e limão.

Principais componentes químicos: ésteres, álcool  e hidrocarbonetos monoterpenos.

Indicações: anti-séptico do sistema urogenital (cistite e uretrite), anti-séptico do sistema tegumentar (afecções da pele, acne, pele oleosa, furúnculos, psoriases, seborréia), regulador do sistema nervoso (depressão, fadiga, insônia e ansiedade), regulador do apetite (compulsão e inapetência), antiviral, tônico digestivo (dispepsia, flatulência, indigestão e cólicas), desodorante (anti-séptico: pés e axilas).

 

Efeitos emocionais: aumenta a concentração. Trabalha estados depressivos ou de angústia. Alivia sintomas de medo, vulnerabilidade, vergonha e timidez. Traz coragem e confiança para expressar seu verdadeiro Eu e sentimentos com autenticidade. Ajuda a tentar novamente.

 

Cuidados: forte fotossensibilizante. Não use se a área da aplicação ficar exposta ao sol pelas 24 horas seguintes, pois pode causar pigmentação(manchas) com a luz solar. Não utilizar com paracetamol.

 

Relatos sobre a utilização: Presenciei o choro de uma pessoa ao sentir o cheiro do óleo essencial de Bergamota. Ela só soube dizer naquele momento, que evocava lembranças de sua infância. Conheci outras pessoas, que não gostam deste aroma, chegando a sentir dores de cabeça. Assim, um recado para aqueles que rotulam os óleos essenciais como inócuos, com cheirinho inofensivo. Usem com cuidado e parcimônia. Pesquisem o assunto. Para compreender o Mecanismo de ação dos óleos essenciais, veja posts: Aromaterapia: Fragrâncias no ar e Óleo essencial e essência.

 

 

Bibliografia consultada:

Corazza, S. Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros. São Paulo: Senac, 2002.

Davis, P. Aromaterapia. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

Farias, F., Duarte, J. Apostilas da cadeira de Aromaterapia – material não publicado: Unisul, 2006.

Silva, A. R. Tudo sobre aromaterapia. São Paulo: Roca, 2001.

Ulrich, H. N. Manual prático de aromaterapia. Porto Alegre: Premier, 2004.

 

 

 

Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga. Para conhecê-la um pouco mais, acesse: Profissionais.

 

 

(crédito da imagem: filosofandocomdaniel.blogspot.com)