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Arquivo para maio, 2012

Florais de Bach – Perfil: Cerato

 

Por Márcia Watanabe Hitaka

 

“A voz de nossa Alma, e somente essa voz, deve ser atendida no que diz respeito ao nosso dever, sem que nos desviem os que estão à nossa volta. Será necessário desenvolver ao máximo a individualidade, e temos de aprender a andar pela vida sem confiar em ninguém a não ser na nossa Alma para obter orientações e ajuda, para conquistarmos nossa liberdade com ambas as mãos e lançamo-nos no mundo para adquirir cada partícula possível de conhecimento e experiência”. Dr. Bach

 

Para estar por dentro da terapia floral, veja os posts: Os remédios florais do dr. Bach, Florais de Bach: Rescue Remedy e Florais de Bach no dia-a-dia.

 

Para a formatação do perfil abaixo, utilizei como principal referência o livro da Dra Carmen Monari (2002).

 

PERFIL: CERATO (Ceratostigma willmottiana)

I-                    Pertence ao grupo da Incerteza e insegurança.

 

II-                  Indicação:

Aspectos negativos: Duvida da própria capacidade. Falta de confiança no próprio julgamento. Busca o conselho em todos e em tudo. Sua tendência é imitar os outros. Tende a “sugar” a vitalidade dos outros na busca de aconselhamento.

Aspectos positivos: Sabedoria e intuição. Mantém opiniões definidas e manterá a decisão uma vez tomada.

 

III-                Qualidades da alma a serem trabalhadas: Sabedoria, abertura da mente e obediência.

 

IV-               Mensagem: Essência que ajuda a ouvir a Voz da Alma. Desenvolve o diálogo interno. Espaço e força para a Intuição.

 

V-                 Princípios a serem trabalhados: vontade e luz.

Vontade: No grupo da Insegurança, a Vontade é fraca. Dúvidas, vacilações, confusão e falta de autoconfiança. Necessário centrar o seu eixo.

Luz: Raio Azul. É o azul de Saturno e do manto de Maria, unindo as polaridades masculina e feminina do céu. Luz da sabedoria, proteção e integração de polaridades.

 

VI-               Simbolismo: Velho Mestre

É um símbolo que todos buscamos reencontrar dentro de nós. Representado por Saturno (Cronos). O nosso crescimento é marcado pelo peso do Senhor do Tempo, mas vão se tornando mais leve, a medida que ganhamos consciência na existência e vamos iluminando nosso corpo.

 

VII-             Cuidados ou contra-indicações: nada consta na literatura consultada.

 

VIII-           Eis como identifico o crescimento do meu potencial positivo Centaury:

“Consigo formar mais rapidamente a minha opinião e mantê-la”. Scheffer, M.

 

 

 

Bibliografia consultada:

JONES, T.W.H. Dicionário dos remédios florais do dr. Bach. São Paulo: Pensamento, 1998.

MONARI, C. Participando da vida com os florais de Bach. São Paulo: Roca, 2002.

PARONI, M. & PARONI, C. Aprenda a ser feliz com os Florais de Bach. São Paulo: Paroni, 2008, 6ª ed.

SCHEFFER, M. Florais de Bach. São Paulo: Pensamento: 2007.

 

 

Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga, pós-graduanda em Acupuntura. Para conhecê-la um pouco mais, acesse: Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: healthlines.co.uk)

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Auriculoterapia

 

Por Evellyn Stimamiglio Wagner

 

Auriculoterapia = aurículo (orelha) + terapia (tratamento)

 

É uma terapia que trata e equilibra o organismo através do pavilhão auricular, pois a orelha é um microssistema do corpo. A explicação para isto se dá pela Escola Francesa, que justifica o funcionamento desta terapia através de ramificações nervosas que ligam os pontos auriculares a regiões do cérebro, ou pela Escola Chinesa, que diz que o pavilhão auricular tem  uma comunicação direta e indireta com o corpo através dos meridianos (canais energéticos).

Antropólogos chineses, encontraram em escavações, documentos antigos que evidenciam o uso da orelha para tratar diversas doenças. Cabe ressaltar que a auriculoterapia é uma técnica da Medicina Tradicional Chinesa, apesar  de ter sido utilizadas por outros povos da antiguidade como egípcios, turcos, incas, astecas e indígenas.

Por volta de 1950, o francês Paul Nogier descobre a técnica por meio do tratamento de ciatalgia que fazia em seus pacientes, cauterizando um ponto do pavilhão auricular. Iniciou então, seus estudos, comparando a orelha com um feto invertido e batizou a técnica como Auriculoterapia. A partir disso, a técnica se difundiu. Foram publicados livros e trabalhos que contribuíram para o desenvolvimento da técnica.

 

Contraindicações:

Pontos que tenham relação com o abdômen da paciente em gestação até o terceiro mês de gestação, como por exemplo, o ponto do útero, para evitar o nascimento precoce do bebê. Em cardiopatas e idosos, evitar estímulos muito fortes e/ou estimulação de muitos pontos.

 

Diagnóstico:

Faz-se uma avaliação da orelha, tendo as seguintes etapas: anamnese, inspeção e palpação. A anamnese nada mais é do que coletar dados e saber a principal queixa do interagente. A inspeção consiste em observar a orelha sem tocá-la e verificar presença de sinais. A palpação é feita através do toque digital e uso de um instrumento chamado apalpador, a fim de identificar pontos dolorosos. A partir daí, selecionar os pontos que serão usados no tratamento.

Empregam-se agulhas filiformes, agulhas semipermanentes ou sementes. Normalmente, um ciclo de tratamento corresponde a dez sessões. Após, recomenda-se um descanso de 20 dias para se iniciar um novo ciclo. Evidentemente, cada interagente/paciente é único, assim, após a anamnese e palpação, o profissional poderá indicar como será conduzido o tratamento.

Cada região do corpo corresponde a um ponto/área específica. São divididos em pontos de área correspondente, que levam esse nome de acordo com as partes anatômicas do nosso corpo (ex.: coluna cervical, olho, mama, entre outros), pontos de ação específica, na qual correspondem a uma determinada ação (ex.: ansiedade, asma, fome, vertigem), pontos relacionados a Medicina Tradicional Chinesa, correspondendo aos órgãos e vísceras, pontos do sistema nervoso ( ex.: cérebro, subcórtex, sistema simpático) e os pontos do sistema endócrino, que produzem influência na liberação de determinados hormônios (ex.: hipófise, adrenal, tireoide)

São usados tanto a parte ventral quanto a parte dorsal da orelha, sendo que o dorso trata disfunções musculoesqueléticas.

 

As vantagens dessa terapia é que tem bons e rápidos resultados, baixo custo e o interagente, por estar com as sementes na orelha, mantém seu tratamento mesmo não estando em consultório, pois a técnica serve de complemento de outras terapias que são realizadas semanalmente.

 

 

Referências bibliográficas

NEVES, M. L. Manual Prático de Auriculoterapia. 3ª edição. Porto Alegre: Ed. Do Autor, 2011.

REICHMANN, B. T. Auriculoterapia – Fundamentos de Acupuntura Auricular. 4ª edição. Curitiba: Tecnodata, 2002.

 

 

Evellyn Stimamiglio Wagner é naturóloga, pós-graduanda em Acupuntura. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: clinicaholisticanaturopata.blogspot.com.br/p/auriculopuntura.html)


Creme ou óleo?

 

Por Daiana Strada

 

Pergunta freqüente feita pelos interagentes aos seus naturólogos: “Melhor receber massagem com óleo ou com creme? O que hidrata mais?”

 

Para receber a massagem não importa muito se é óleo ou creme, ambos proporcionam um bom deslizamento para a massagem. Em dias quentes, o creme se torna uma escolha mais agradável, pois não deixa aquele aspecto oleoso na pele, mas nada impede de escolher o óleo e depois tomar uma ducha.

Quanto à hidratação, o óleo é melhor. Os óleos são vegetais, ou seja, a pele absorve muito melhor e quando adicionado óleos essenciais, o efeito é melhor.

Já o creme que utilizamos, normalmente é um creme neutro onde temos a possibilidade de manipular óleos essenciais de acordo com a necessidade do cliente/interagente, deixando um aroma agradável e suave. O creme forma uma cobertura na pele e mantém a umidade natural da mesma, porém não tem uma absorção tão boa quanto o óleo.

Mas ao pensar em qual produto comprar em lojas de cosméticos para hidratar a pele, os critérios são outros. Deve-se levar em consideração o tipo de pele e que ingredientes o produto contém, pois entre um creme com bons ingredientes e um óleo que apenas perfuma, prefira o creme. E lembre-se que existe uma grande diferença entre óleo mineral (que provém do petróleo e é bem mais barato) e óleo vegetal (que provém de plantas e hidrata muito mais).

 

Na dúvida, pesquise, informe-se. Escolha bem o produto que você passará no seu corpo. Produtos ruins não só podem causar irritação, como também intoxicam nosso corpo, quando absorvidos pela nossa pele.

 

 

Daiana Strada é naturóloga. Pós-graduanda em Acupuntura. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

 (Crédito da imagem: yunphoto.net)


Reflexologia – Terapia pelos pés

 

Por Márcia Watanabe Hitaka

 

O que é?

É uma massagem terapêutica nos pés. Baseia-se no principio de que existem pontos reflexos nos mesmos, que correspondem a cada órgão, glândula ou estrutura do corpo.

 

Histórico

Segundo Gillanders (1999), a Reflexologia é conhecida há mais de 4.000 anos. Pinturas descobertas no Egito, feitas por volta de 2.300 a. C. mostram a sequencia de um tratamento. Na China, por volta do século IV d. C. ,  a Reflexologia era aliada a Acupuntura nos tratamentos.

No Ocidente, no inicio do século XIX, a Reflexologia foi divulgada pelo médico americano William Fitzgerald. Em suas experiências, ele descobriu que, aplicando pressão sobre determinados pontos nas extremidades do corpo, principalmente nos pés, era possível normalizar funções fisiológicas em outras partes, por mais distantes que fossem do local da aplicação.

 

Benefícios da Reflexologia, segundo Nappi (2003):

  • Induz ao relaxamento;
  • Tratamento preventivo;
  • Melhora da circulação;
  • Desintoxica o corpo;
  • Revitaliza a energia;
  • Melhora a função mental;
  • Estimula liberação emocional.

Indicações terapeuticas

Segundo Marquardt (2005), algumas possíveis indicações:

  • Cargas estático-musculares e formas erradas (danos de postura, síndrome cervical ou lombar, tensões musculares, limitações de movimentos de articulações);
  • Dificuldades digestivas (síndrome de epigástrio, meteorismo, hepatopatias, obstipação, hemorroidas);
  • Dismenorreia e outros distúrbios funcionais do ciclo;
  • Sinusite ou resfriado crônico;
  • Dores de cabeça de diferentes tipos e etiologias.

Contra-indicações

Segundo Marquardt (2005) e Nappi (2003):

  • Pacientes com inflamações agudas no sistema linfático e/ou venoso;
  • Presença de machucados (ferimentos) nos pés;
  • Presença de corpos estranhos nas proximidades de órgãos e sistemas de interesse vital (ex: estilhaços de ferimentos, presença de bala, entre outros);
  • Presença de melanomas, em especial nos pés e nas pernas;
  • Leucemia, septicemia, hanseníase com comprometimento dos membros (pés e mãos), câncer em metástase, logo após uma cirurgia (depois de um mês), febre, trombose, micose ou fissuras (local);
  • Condição infecciosa da pele (ex.: sarna);
  • 1º, 2º, 3º e 9º mês de gestação.

A Reflexologia, assim como outras terapias complementares, não precisam, e nem devem, ser procuradas somente num momento de dor. Aproveite todos os benefícios que ela proporciona. Pratique o cuidado, a prevenção e o carinho por ti. Fica a dica!

 

 

Bibliografia consultada:

GILLANDERS, A. Reflexologia – um guia passo a passo. São Paulo: Manole, 1999.

MARQUARDT, H. Reflexoterapia pelos pés. São Paulo: Manole, 2005.

NAPPI, A.P. C. C. B. Apostilas da cadeira de REFLEXOLOGIA – material não publicado – curso de Naturologia Aplicada – Unisul: 2003.

 

 

Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga, pós-graduanda em Acupuntura. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: terapiadoscaminhos.com.br)