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Trofoterapia: Cuidados através da alimentação

 

Por Márcia Watanabe Hitaka

 

Trofoterapia: do grego, trophos, nutrir/alimentar + terapia

 

Alimentar-se, é antes de tudo, um dos princípios da sobrevivência. O momento de selecionar e preparar os alimentos pode ser um prazer para alguns; outros adoram garimpar novas receitas. E não há como negar o carinho e acolhimento proporcionado pelas refeições compartilhadas com a família e amigos.

Toda vez que você come, está reabastecendo o mais inteligente mecanismo químico conhecido: o corpo humano. Os alimentos e a água fornecem a mistura vital de nutrientes que permitem o funcionamento do corpo. Lutar contra bactérias prejudiciais invasoras, balancear o nível de líquidos para que fique estável mesmo em um dia quente, e milhões de outros processos necessitam da química dos alimentos para trabalhar eficazmente. Alguns alimentos têm mais a oferecer do que outros, mas você não deve abrir mão daqueles de que mais gosta: qualquer alimento pode ser adaptado a um determinado estilo de alimentação – pelo menos ocasionalmente. A combinação e quantidades que você escolhe é que são importantes para ajuda-lo a proteger seu bem-estar.

 

O mecanismo da digestão e absorção

Nosso fornecimento de nutrientes não depende apenas dos alimentos que ingerimos, mas do quão bem os digerimos e absorvemos.

 

1-       Decompondo os alimentos – os dentes cortam os alimentos em pequenos pedaços. As enzimas da saliva começam a decompor o amido antes de o alimento passar do esôfago para o estômago. Para ajudar neste processo, é muito importante mastigar bem os alimentos. Coma devagar!

2-       No estômago, as enzimas digestivas começam a decompor as proteínas. As contrações musculares transformam o alimento em uma consistência semilíquida, que depois passa para o duodeno, a primeira parte do intestino delgado.

3-       O fígado produz a bile, que é armazenada na vesícula biliar e depois liberada para o duodeno. O pâncreas também libera líquidos digestivos para o duodeno, que contém enzimas que decompõem mais os carboidratos, proteínas e gorduras.

4-       Alguns nutrientes vão diretamente para o fluxo sanguíneo através da parede estomacal, mas a maioria é absorvida pelo intestino delgado através de suas vilosidades, de onde são distribuídas para ser usadas pelas células ou, em alguns casos, armazenadas no organismo conforme necessário.

5-       A água e outras partes indesejáveis do alimento passam pelo intestino grosso. Aqui, grande parte da água é reabsorvida pelo corpo por meio do revestimento do cólon. Restos não-digeridos e outros resíduos corporais são então expelidos como fezes.

 

Situações que podem comprometer a absorção

 

Qualquer doença que impeça a digestão reduz a absorção de nutrientes. Exemplos: Pessoas com intolerância a lactose ou com doença celíaca, disfunções do fígado (que alteram a produção de bile), doença de Crohn, diarreia, abuso de álcool, laxantes e alguns esteroides.

Em muitos idosos, quantidades menores de líquidos gástricos são produzidas no estômago e pâncreas, reduzindo a assimilação de ferro, cálcio, folato e vitamina B12.

 

Absorção dos alimentos: Como melhorar

 

Antes de tudo, prestando atenção ao que comemos. Evite os alimentos que lhe causem desconforto ao longo do dia. Evite tomar os antiácidos. Muitas pessoas se enganam ao achar que a indigestão se dá somente pelo excesso de ácido. Não tome antibióticos sem necessidade, pois danificam a microflora amigável.

Podemos ajudar a digestão incorporando alguns alimentos como a alcachofra, pimenta, gengibre, erva-doce, agrião, aipo, salsinha e saladas amargas como a chicória e a endívia nas refeições.

Outra sugestão é comer alimentos ricos em fibras solúveis e grãos integrais.

Sobre as vitaminas, a absorção do ferro é melhorada se houver a ingestão de alimentos ricos em vitamina C; evite grandes quantidades de cálcio na mesma refeição. Já a absorção de cálcio é melhorada se for aliada a exercícios físicos e exposição a luz solar, fornecendo a vitamina D adequada.

 

Lembre-se: os líquidos digestivos fluem melhor se comermos devagar, mastigando bem os alimentos. E como “comemos também pelos olhos”, dê um colorido aos pratos, sempre variando as escolhas.

 

 

Bibliografia consultada:

POLUNIN, M. Alimentos que curam. São Paulo: Marco Zero.

 

 

Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga, pós-graduanda em Acupuntura. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: squidoo.com)

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