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Respeito ao consumidor

 

Por Márcia Watanabe Hitaka

 

Resolvi escrever este post mais como um desabafo pelo sofrível serviço oferecido por várias empresas.

 

Para começar, temos a telefonia. Há semanas, mesmo pagando em dia a fatura, não conseguia acesso a vários serviços oferecidos no pacote. Depois de uma semana, resolvi ligar para perguntar o que estava acontecendo. O serviço de atendimento, acredito, seja terceirizado. Notava-se que o atendente não estava familiarizado com os pacotes, além de possuir fortíssimo sotaque, falava como se tivesse uma batata quente na boca. Na 3ª vez que pedi para repetir a resposta, a moça já começou a demonstrar todo o mau humor em ter que responder de novo. Para não ficar pior do que já estava, aleguei que a ligação estava ruim e que eu não ouvia direito. Ela acreditou! E assim, com muita paciência, de ambos os lados, as minhas perguntas foram sendo respondidas.

O sinal e os serviços do celular continuaram péssimos, mas a culpa não era da atendente e nem do seu sotaque.

 

Assinatura de revista – Há muitos anos, assinávamos uma revista. Até que percebemos que o desconto oferecido a um assinante novo, era muito superior ao que eles nos disponibilizavam. Na hora da renovação, comentei com o meu marido que deveríamos bater o pé e exigir o mesmo desconto. Ele concordou! Resumo: a editora não cedeu e então, cancelamos a assinatura. Qual não foi a nossa surpresa quando na semana passada, começamos a receber novamente a revista (aquela que foi cancelada) com uma carta explicando que mandariam alguns exemplares gratuitos, para que “percebêssemos o quanto essa revista fazia falta na nossa vida”. Prefiro não escrever o que senti, pois seria impublicável! Só posso dizer que a tática de vendas dessa editora é nota zero.

 

O bom pagador – Aconteceu comigo e com uma amiga. Tinhamos contas pendentes com uma operadora. Quando fomos atrás para quitar, qual não foi a nossa surpresa quando nos ofereceram um desconto de 60 a 70%, e ainda parcelado, só para quitarmos essa conta vencida. Agora pergunto: Quanto de desconto é oferecido ao bom pagador? Aquele que honra o pagamento no dia pré-estabelecido?

 

Com esta crise, as lojas estão numa onda de promoções. Recebi o telefonema de uma loja (pela 1ª vez), convidando-me para ir conferir a semana dos 70% de desconto. Fui uns dias depois. Entrei e perguntei quais eram as peças da promoção. Quando a vendedora me apontou a prateleira. Tive que me segurar para não rir e só comentei: Nossa!!! Vocês devem estar vendendo muito, pois só sobraram poucas peças.

Achei uma enganação, pois deveriam ter só uns 15 itens, e uma peça mais feia que a outra. As outras peças da loja (99,0%) eram da coleção nova e portanto, não tinham esse incrível desconto.

 

Acredito que a maioria da pessoas já passou por situações complicadas referente a prestação de serviços, ou conhece alguém que passou por isso. Quando o serviço não é péssimo, é o atendimento que deixa a desejar, aonde sobram irritações, despreparo e má educação, e faltam soluções. Dizem que a concorrência faz com que todos (os dois lados) ganhem com isso, maiores ofertas e serviços. Neste nosso país, parece-me que isto ainda não se aplica. O consumidor tem que perder tempo e se desgastar para comprovar que ele comprou gato por lebre.  Conclui que o mais triste de tudo isso, é pagar (e caro) pelo serviço “menos pior”.

 

 

Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga, pós-graduanda em Acupuntura. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: noticiaseres.blogspot.com)

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Florais de Bach – Perfil: Cherry Plum

 

Por Márcia Watanabe Hitaka

 

“Devemos praticar firmemente a paz, imaginando a nossa mente como um lago sempre calmo, sem agitações, sem mesmo ondulações para perturbar sua tranquilidade e, aos poucos, desenvolver esse estado de paz até que nenhum acontecimento da vida, nenhuma circunstância, nenhuma outra personalidade seja capaz, sob qualquer condição, de encrespar a superfície do lago ou de despertar em nós sentimentos de irritabilidade, depressão ou dúvida”. Dr. Bach

 

Para estar por dentro da terapia floral, veja os posts: Os remédios florais do dr. Bach, Florais de Bach: Rescue Remedy e Florais de Bach no dia-a-dia.

 

Para a formatação do perfil abaixo, utilizei como principal referência o livro da Dra Carmen Monari (2002).

 

PERFIL: CHERRY PLUM (Prunus cerasifera)

I-             Pertence ao grupo do Medo.

 

II-            Indicação:

Aspectos negativos: Á beira de um colapso nervoso. Medo de enlouquecer, de perder o controle e a razão, de se suicidar, da insanidade mental. Possibilidade de impulsos assassinos repentinos e violentos.

Aspectos positivos: Capaz de manter a sanidade, apesar das pressões físicas ou mentais. Coragem calma e tranquila.

 

III-           Qualidades da alma a serem trabalhadas: Clareza para os pensamentos e harmonia.

 

IV-          Mensagem: Aprender a Ver. Ser o observador de si mesmo.

 

V-           Princípios a serem trabalhados: Morte do conflito e luz.

Morte do conflito: Trabalhar o conflito – a grande batalha interna – através do nosso elemento Água, assumindo-o e integrando-o em nosso corpo.

Luz: Raio Branco. Clarear a visão interior. Clarear a visão do mundo de nossos sentimentos terrestres.

 

VI-          Simbolismo: Cerejeira

Suas flores aparecem antes das folhas. Portanto, “a cereja mostrará ao homem sua Essência, sem as capas do ego”. Por florescer no inverno, ela é muito frágil, representa durabilidade e triunfo.

 

VII-        Cuidados ou contra-indicações: nada consta na literatura consultada.

 

VIII-       Eis como identifico o crescimento do meu potencial positivo Cherry Plum:

“Consigo perceber mais depressa os meus impulsos emocionais, aceitá-los melhor e me expressar antes que se acumule demasiada tensão. Por isso, em muitas situações, reajo de modo mais sereno que antes”. Scheffer, M.

 

 

Bibliografia consultada:

JONES, T.W.H. Dicionário dos remédios florais do dr. Bach. São Paulo: Pensamento, 1998.

MONARI, C. Participando da vida com os florais de Bach. São Paulo: Roca, 2002.

PARONI, M. & PARONI, C. Aprenda a ser feliz com os Florais de Bach. São Paulo: Paroni, 2008, 6ª ed.

SCHEFFER, M. Florais de Bach. São Paulo: Pensamento: 2007.

 

 

Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga, pós-graduanda em Acupuntura. Para conhecê-la um pouco mais, acesse: Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: vidafloral.com.br)

Trofoterapia: Cuidados através da alimentação

 

Por Márcia Watanabe Hitaka

 

Trofoterapia: do grego, trophos, nutrir/alimentar + terapia

 

Alimentar-se, é antes de tudo, um dos princípios da sobrevivência. O momento de selecionar e preparar os alimentos pode ser um prazer para alguns; outros adoram garimpar novas receitas. E não há como negar o carinho e acolhimento proporcionado pelas refeições compartilhadas com a família e amigos.

Toda vez que você come, está reabastecendo o mais inteligente mecanismo químico conhecido: o corpo humano. Os alimentos e a água fornecem a mistura vital de nutrientes que permitem o funcionamento do corpo. Lutar contra bactérias prejudiciais invasoras, balancear o nível de líquidos para que fique estável mesmo em um dia quente, e milhões de outros processos necessitam da química dos alimentos para trabalhar eficazmente. Alguns alimentos têm mais a oferecer do que outros, mas você não deve abrir mão daqueles de que mais gosta: qualquer alimento pode ser adaptado a um determinado estilo de alimentação – pelo menos ocasionalmente. A combinação e quantidades que você escolhe é que são importantes para ajuda-lo a proteger seu bem-estar.

 

O mecanismo da digestão e absorção

Nosso fornecimento de nutrientes não depende apenas dos alimentos que ingerimos, mas do quão bem os digerimos e absorvemos.

 

1-       Decompondo os alimentos – os dentes cortam os alimentos em pequenos pedaços. As enzimas da saliva começam a decompor o amido antes de o alimento passar do esôfago para o estômago. Para ajudar neste processo, é muito importante mastigar bem os alimentos. Coma devagar!

2-       No estômago, as enzimas digestivas começam a decompor as proteínas. As contrações musculares transformam o alimento em uma consistência semilíquida, que depois passa para o duodeno, a primeira parte do intestino delgado.

3-       O fígado produz a bile, que é armazenada na vesícula biliar e depois liberada para o duodeno. O pâncreas também libera líquidos digestivos para o duodeno, que contém enzimas que decompõem mais os carboidratos, proteínas e gorduras.

4-       Alguns nutrientes vão diretamente para o fluxo sanguíneo através da parede estomacal, mas a maioria é absorvida pelo intestino delgado através de suas vilosidades, de onde são distribuídas para ser usadas pelas células ou, em alguns casos, armazenadas no organismo conforme necessário.

5-       A água e outras partes indesejáveis do alimento passam pelo intestino grosso. Aqui, grande parte da água é reabsorvida pelo corpo por meio do revestimento do cólon. Restos não-digeridos e outros resíduos corporais são então expelidos como fezes.

 

Situações que podem comprometer a absorção

 

Qualquer doença que impeça a digestão reduz a absorção de nutrientes. Exemplos: Pessoas com intolerância a lactose ou com doença celíaca, disfunções do fígado (que alteram a produção de bile), doença de Crohn, diarreia, abuso de álcool, laxantes e alguns esteroides.

Em muitos idosos, quantidades menores de líquidos gástricos são produzidas no estômago e pâncreas, reduzindo a assimilação de ferro, cálcio, folato e vitamina B12.

 

Absorção dos alimentos: Como melhorar

 

Antes de tudo, prestando atenção ao que comemos. Evite os alimentos que lhe causem desconforto ao longo do dia. Evite tomar os antiácidos. Muitas pessoas se enganam ao achar que a indigestão se dá somente pelo excesso de ácido. Não tome antibióticos sem necessidade, pois danificam a microflora amigável.

Podemos ajudar a digestão incorporando alguns alimentos como a alcachofra, pimenta, gengibre, erva-doce, agrião, aipo, salsinha e saladas amargas como a chicória e a endívia nas refeições.

Outra sugestão é comer alimentos ricos em fibras solúveis e grãos integrais.

Sobre as vitaminas, a absorção do ferro é melhorada se houver a ingestão de alimentos ricos em vitamina C; evite grandes quantidades de cálcio na mesma refeição. Já a absorção de cálcio é melhorada se for aliada a exercícios físicos e exposição a luz solar, fornecendo a vitamina D adequada.

 

Lembre-se: os líquidos digestivos fluem melhor se comermos devagar, mastigando bem os alimentos. E como “comemos também pelos olhos”, dê um colorido aos pratos, sempre variando as escolhas.

 

 

Bibliografia consultada:

POLUNIN, M. Alimentos que curam. São Paulo: Marco Zero.

 

 

Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga, pós-graduanda em Acupuntura. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: squidoo.com)

Parábola: O buraco, o sapo e o sapinho sapeca

 

Por Fernanda Bonemann

 

Um dia, nasceu um sapinho e, quase que no momento do seu nascimento, ingênua e inadvertidamente, caiu num buraco: poft! Ali ficou. Era razoavelmente amplo, tinha água, era escurinho, aquecido, livre dos perigos, havia o necessário para a sua sobrevivência, enfim, era um mundo maravilhoso aquele seu buraco.
O tempo foi passando, o sapinho transformou-se em sapo, em sapão… e um sapão gordo, inchado e numa zona de conforto, daquela que ele pediu a Deus.


Num certo dia, ele acorda em meio a um barulho estranho e novo, para o mundo em que vivia: caiu bem perto dele, um bicho estranho e meio peçonhento.
” _ Ué! Quem é você?! – pergunta ele, assustado.
” _ Sou um sapo, ora!”- respondeu o estranho visitante.
” _ Mas, sapo sou eu!”- questionou o habitante do buraco.
” _ Meu amigo, existem milhares de sapos no mundo lá fora.” – retrucou o outro.
” _ Mundo lá fora?! Como assim?”- indagou o dono do buraco.
” _ É, meu amigo… o mundo lá fora é maravilhoso. E uma das coisas que faz com que ele seja mais maravilhoso ainda, são umas criaturinhas especiais, razão maior da nossa vida de sapo: as sapinhas. Além disso – continuou ele – é magnifico o entardecer, quando ficamos todos juntos, cantando nas lagoas e nos alimentando dos mosquitos que voam desgovernados.”
” _ Lagoas?! Mosquitos?!”- mais surpresas para o velho e acomodado sapo.
” _ E tem mais: quando anoitece, é lindo o céu cheio de estrelas!”- ressaltou, romanticamente, o sapinho sapeca.
” _ Epa! Aí você não me pega. Eu também, todas as noites, consigo contar quatro a cinco estrelas, vistas daqui de casa.” – gabou-se o acomodado.
” _ Pois é, meu amigo. Aí é que está a nossa diferença: eu posso contar, aliás, nem posso, pois são milhões e milhões de estrelas…”
E, assim, o sapinho sapeca foi dissertando sobre as belezas e vantagens do mundo lá fora. Mas, parou um pouquinho e, reflexivamente, prosseguiu:
” _ Por outro lado, tem um bicho terrível, do qual precisamos ter muito cuidado e que não tem reconhecido o quanto somos úteis no processo de equilíbrio do meio-ambiente… quando a gente menos espera, ele chega, de repente e chuta a gente e gente rola, rola, que parece uma bola murcha… as vezes nos ateia fogo e a gente sai pulando, pulando queimando nosso corpo: é o bicho-homem. Além do homem, tem outro bicho traiçoeiro, peçonhento, e que precisamos estar sempre em alerta: as cobras. Mas é bom. Bom, não!… é ma-ra-vi-lho-so viver e amar esse mundão todo!… Bem tá ficando tarde; eu vou dar um pulinho e continuar meu passeio. ”
” _ Pulinho?!”- surpreendeu-se mais uma vez o sapo do buraco.
” _ Sim, meu amigo. Sapo pula!! E a propósito, você não gostaria de ir comigo?
“_ Pensando bem, com esse negócio de ‘homem’… de ‘cobra’… desses perigos todos que você falou, acho melhor não. Prefiro ficar por aqui. Pelo menos, aqui eu sei que tá bom. Pode ir… eu tô muito bem aqui.”

 

E assim, termina o encontro do sapo do buraco com o sapinho sapeca: um acomodado, preguiçoso, enfurnado no seu mundinho limitado, curtindo a felicidade ao seu modo; o outro, entusiasmado, ágil, criativo, buscando sempre coisas novas, ambientes novos, novos amigos, novas realizações.

 

 

Bibliografia:

Noções básicas de dinâmica de grupo e jogos de treinamento – manual do treinando

http://www.google.com.br/imgres?hl=pt-BR&tbm=isch&tbnid=WKUekopkcqS_9M:&imgrefurl=http://madv-deusvive.blogspot.com/2012/01/licao-do-sapinho.html&docid=_G8OIXSA6kBtjM&imgurl=http://3.bp.blogspot.com/-H_dLPSL88ao/Tw3uj-39mRI/AAAAAAAAAZc/MAuOrEb0Qw0/s1600/sapinho.jpg&w=400&h=400&ei=9c7vT4iUEZTM6QG2iPShBg&zoom=1&iact=hc&vpx=173&vpy=166&dur=390&hovh=225&hovw=225&tx=138&ty=120&sig=106302396471977576340&page=1&tbnh=131&tbnw=131&start=0&ndsp=32&ved=1t:429,r:0,s:0,i:138&biw=1440&bih=785

 

 

Fernanda Bonemann é psicoterapeuta, graduanda em Naturologia Aplicada. Para conhece-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

(Crédito da imagem: bloguinho-infantil.blogspot.com)

Óleo essencial de Alecrim

 

Por Evellyn Stimamiglio Wagner

 

História, Simbolismo, Propriedades, Constituintes químicos e Indicações

 

Nome cientifico: Rosmarinus officinalis

Nativo da região mediterrânea, é conhecido como “orvalho do mar” (nome que vem do latim ros marinus) por estar localizado próximo a praia e em terrenos pedregosos, rochosos e receber respingos de água marinha, mas também pode se desenvolver em hortas e jardins.

Prefere um clima mais seco, ensolarado e fresco, e quando cresce em solo calcário, seco, arenoso, pobre em nutrientes e bem drenado as qualidades aromáticas são mais acentuadas. Noites quentes favorecem o crescimento da planta, enquanto que a umidade elevada, períodos chuvosos, nevoeiro e baixas temperaturas reduzem o teor dos óleos essenciais.

As partes utilizadas para extração do óleo essencial são as folhas e flores. As folhas são aromáticas e confere uma coloração esbranquiçada e de cor verde na parte superior. As flores são de uma tonalidade azul-clara, agrupadas em inflorescências axilares em forma de cacho.

Segundo a lenda popular, as flores eram originalmente brancas, mas se tornaram azuis depois que a Virgem Maria pendurou seu manto azul num arbusto de alecrim, enquanto a Sagrada Família descansava da fuga para o Egito.  A fuga ocorreu após um anjo avisar em sonho a José que era para fugir com sua família, pois Herodes, o rei da época, iria pegar o menino Jesus e outras crianças recém-nascidas para matar, depois de saber que havia nascido o grande salvador.

Vemos que, na religião cristã, a Virgem Maria sempre é apresentada vestindo um manto azul, e então relaciono essa cor como um simbolismo de “proteção”, considerando o Rosmarinus officinalis, da qual compete esse tom azul, como um valor místico de cultos religiosos. Não é à toa que em cerimônias religiosas, durante a Idade Média, a planta era usada como incensos para espantar maus espíritos e as pessoas que habitavam a França e Itália levavam consigo ramos de alecrim como amuleto para atrair bons fluidos, ajudando na purificação dos pensamentos para desenvolver intenções positivas e aderir a proteção do divino.

Hoje, popularmente é usado como protetor para afastar o “olho gordo”, ou seja, o descontentamento da felicidade de outrem. A planta traz boa sorte e proteção contra magia e bruxaria.

Antigas civilizações lançavam plantas ao fogo obtendo da fumaça efeitos estimulantes e calmantes, ou utilizando na forma de incensos em rituais ou como anti-séptico no processo de mumificação e preparações cosmetológicas e como tratamento de ferimentos dos guerrilheiros gregos durante a batalha.

A rainha Elizabeth da Hungria, aos setenta anos, recebeu de um anjo (ou monge) uma receita a base de alecrim (Rosmarinus officinalis) para recuperar a saúde quando estava paralítica e sofria de gota. Nas bibliografias de alguns autores lidos, referem o uso do alecrim (Rosmarinus officinalis) para patologias relacionadas ao tecido muscular e articulações como cãimbras, reumatismo, artrite e gota; fadiga e dores musculares, conferindo as propriedades antiinflamatórias, analgésicas e antiespasmódicas acreditando-se nos bons resultados obtidos pela rainha com o uso da solução rejuvenescedora, adquirindo novamente sua saúde, beleza e alegria.

Além disso, o rejuvenescimento da rainha também se deu em razão do alecrim (Rosmarinus officinalis) ter efeitos em relação à juventude e vida, sendo usado como água de colônia para limpeza da pele, no qual foi um importante ingrediente da Água da rainha Elizabeth da Hungria, loção que ficou famosa na cosmética da época, pois a rainha lavava seu rosto todos os dias com essa colônia tendo uma reputação pela sua beleza devido à idade avançada. Por esta razão, este óleo essencial pode ser usado como um “tônico-adstringente” para disfunções de pele como, por exemplo, acne, pele oleosa, abscesso e eczema.

A eficácia quanto à juventude e a capacidade de limpeza da pele se dão pela ação anti-séptica presentes nos monoterpenos, sesquiterpenos, álcoois e óxidos que se apresentam em maior quantidade na planta. A presença de cetonas caracteriza o efeito de regenerador celular e os flavonóides e diterpenos tem qualidades antioxidantes, protegendo o organismo de radicais livres, no qual são responsáveis pelo envelhecimento precoce.

Ademais, o Rosmarinus officinalis pode ser utilizado para tratamento do couro cabeludo, como caspa, escabiose, piolho, seborréia, queda de cabelo, cabelos danificados e quebradiços a fim de deixá-los mais saudáveis e brilhosos, restauração da cor dos cabelos grisalhos, podendo-se relacionar com o aspecto de juventude e rejuvenescimento já que os cabelos brancos são considerados um sinal típico de velhice, crescimento capilar e até mesmo para a calvície, apesar de que este último pode ser apenas efeito lendário.

O alecrim (Rosmarinus officinalis) era usado em defumações nos hospitais da França nos anos de 1900, sendo assim, queimado nas alas e dormitórios de pessoas enfermas como um desinfetante, devido as suas propriedades anti-sépticas ou seja, purifica o ar e previne infecções. Durante a Idade Média, as pessoas carregavam ramos de alecrim ao redor do pescoço caso passassem por lugares suspeitos de peste. Tem ação de impedir a proliferação de micróbios, pelas propriedades antifúngicas, anti-sépticas bactericidas e parasiticida, pode ser utilizado como repelente no caso de sarnas, piolhos e traças.

Os antigos colocavam ramos da planta nas roupas para espantar traças e mulheres secavam suas vestimentas em cima da plantação tanto para espantar as traças quanto liberar o aroma através do calor do sol e hoje em dia têm sido usados sprays e saches feitos de óleo essencial para serem guardados em gavetas e guarda-roupas como aromatização e dedetização.

Considerado um ótimo estimulante do cérebro em virtude da presença de sesquiterpenos e ésteres e já ter sido usado com esse objetivo pelos estudantes da antiga Grécia, principalmente em época de exames, o óleo de alecrim (Rosmarinus officinalis) auxilia na concentração, promove centramento da mente e auxilia em casos de perda de memória ou memória fraca, desenvolve criatividade, ajuda a tranqüilizar pensamentos excessivos, traz clareza mental e favorece equilíbrios emocionais. Propicia nossa força interior e clareza mental, em relação às questões que precisam ser revistas e respondidas.

Promove insights, percepções e reduz o estresse. Motiva a intuição, aumenta a sensibilidade a situações, ajuda a ampliar o ato de visionar e estimula a meditação e a lembrança.

No antigo Egito era queimado como incenso, colocado em túmulos egípcios e usado como símbolo de morte em funerais, garantindo aos mortos uma permanência tranquila no além e recordando a vida anterior, caracterizando o ritual dos mortos pela esperança de ressurreição simbolizando, portanto, a imortalidade.

Além do mais, Roma e Grécia consideravam o alecrim uma planta sagrada e um presente da deusa do amor, Afrodite, sendo símbolo de fidelidade, amor e amizade, pois eram usadas grinaldas de alecrim pelas noivas nas cerimônias de casamento e na cama nas noites de núpcias para garantir prazer, sendo que alguns autores expõem a propriedade de tônico sexual para impotência. Já na Grécia e Roma, os casamentos e ocasiões importantes onde faziam promessas solenes, guirlandas e cocares de alecrim eram usados para simbolizar confiança e constância. No entanto, o óleo essencial pode impulsionar a fé e a alegria do amor, não somente o amor entre cônjuges, mas também a união entre as pessoas.

 

 

REFERÊNCIAS:

CATTY, S. Hydrosols: the next aromatherapy. Healing Arts Pr, 2001.

CORAZZA, S. Aromacologia: uma ciência de muitos cheiros. São Paulo: Senac, 2002.

DAVIS, P. Aromaterapia. São Paulo: Martins Fontes, 1996.

FELLIPE, G. No rastro de afrodite: plantas afrodisíacas e culinária. São Paulo: Senac, 2004.

KEIM, Joni; BULL, Ruah. Daily Aromatherapy: Transforming the seasons of your life with essential oils. California: North Atlantic Books, 2008.

LAVABRE, Ml. Aromaterapia: a cura pelos óleos essenciais. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 1997.

MOJAY, G. Aromatherapy for healing the spirit: a guide to restoring emotional and mental balance through essencial oils. Londres: Gaia Books, 2005.

POTTERTON, D. Culpeper´s colour herbal. London: Foulsham, 2007.

PRICE, S. Aromaterapia para as doenças comuns. São Paulo: Editora Manole, 1999.

SILVA, A. R. Aromaterapia em dermatologia e estética. São Paulo: Roca, 2004.

SILVA JÚNIOR, A. A. Essentia herba: plantas bioativas. Florianópolis: Epagri, 2003.

TISSERAND, M. Aromaterapia para mujeres: essências para La belleza, la salud y el bienestar espiritual. Buenos Aires: Paidós, 2001.

TISSERAND, R. A arte da aromaterapia. São Paulo: Roca, 1993.

UJVARI, S. C. A história e suas epidemias: a convivência do homem com os microorganismos. 2. ed. São Paulo: Senac, 2003.

ULRICH, H. N. A. Manual prático de Aromaterapia. Porto Alegre: Premier, 2004.

 

 

Leia também os posts: Fragrâncias no ar e Óleo essencial e essência.

 

 

Evellyn Stimamiglio Wagner é naturóloga, pós-graduanda em Acupuntura. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: http://www.plantasonya.com.br/hortas-e-medicinais/alecrim-2.html).

Cuidando dos pés

 

Por Márcia Watanabe Hitaka

 

Com o inverno chegando, vamos encostando as sandálias e dando espaço para os calçados fechados. Conversando com a manicure, ela disse que no frio, as pessoas só se preocupam em “fazer as mãos”, afinal, pensam: os pés vão ficar escondidos! É um engano! Este também é o momento de acolher e cuidar dos nossos pés.

 

Calçados

Acredito que uma parcela do público feminino “massacra” os pés em calçados de saltos altos, material duro e de bicos finos, diariamente. Confesso que são lindos, mas convenhamos, eles são somente isso. Preste atenção aos calos que se formam, aos dedinhos “amassados”, aos cantos das unhas que doem, entre outras dores e deformidades.

Os pés merecem um conforto que se estenda ao longo do dia. Caso o seu trabalho exija esse tipo de calçado, ao menos em casa, ofereça um carinho aos seus pés.

 

Postura

Caso você use calçados adequados e confortáveis, e mesmo assim, os pés doem ou há formação de calos, preste atenção à sua postura, a forma como você pisa e caminha. Uma boa dica é observar o solado do calçado, verificar se o “gasto” é uniforme, ou, se é o lado direito ou esquerdo, o mais gasto. Este é um dos indicativos se você está pisando corretamente.

 

Escalda-pés com esfoliação

Há bons produtos a venda para fazer uma esfoliação. Citarei algumas sugestões para uma esfoliação “caseira”. A esfoliação pode ser feita semanalmente ou quinzenalmente.

Receita: 1 colher (de sobremesa) de Argila Medicinal/Terapêutica Branca;

1 colher (de sobremesa) de açúcar cristal;

Algumas gotas de água.

Misture tudo em uma tigela de vidro ou porcelana, vá acrescentando a água aos poucos. O ponto ideal é quando essa mistura ficar com uma consistência de um mousse.

Se quiseres, pode-se acrescentar 1 ou 2 gotas de óleo essencial. Para a escolha do óleo essencial, leve em consideração o seu momento presente, aromas favoritos, aspectos emocionais e psicológicos.

Passe essa mistura nos pés, e faça uma massagem, delicadamente.

Depois, coloque os pés em uma bacia com água quente. A temperatura deve estar agradável ao contato.

Uma outra sugestão, é colocar bolinhas de gude dentro da bacia. Passe os seus pés sobre as bolinhas para serem massageadas.

 

 

 Hidratação e auto-massagem

Depois da esfoliação e do escalda-pés, é o momento de hidratá-los. Caso você já tenha um creme favorito, utilize-o. Para quem gosta de experimentar coisas novas, experimente comprar 1 creme neutro (sem cheiro) para massagem e acrescentar 1 ou 2 gotas de óleo essencial. Adquira também um pote pequeno com tampa, e prepare pequenas porções, somente o suficiente para uma ou duas utilizações. Assim você evita desperdícios e sempre pode experimentar novos aromas.

Ao creme neutro, é possível também acrescentar Tintura de Plantas Medicinais. Tanto o óleo essencial como as Tinturas são encontradas em farmácias de Manipulação. Mas lembre-se, não misture os dois. Ou um, ou o outro.

No momento da hidratação, preste atenção aos seus movimentos, a sua pele, aos pés. A auto-massagem é extremamente benéfica. Proporciona momentos de contato consigo: de conhecimento e descobertas.

 

Esses pequenos e simples cuidados proporcionarão relaxamento, alivio das dores e do cansaço. E acredite, até o seu humor, melhorará.

 

Para saber um pouco mais sobre massagem nos pés, leia o post: Reflexologia – Terapia pelos pés.

 

Para óleos essenciais, veja: Fragrâncias no ar e Óleo essencial e essência.

 

 

Márcia Watanabe Hitaka é naturóloga, pós-graduanda em Acupuntura. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: amoequipage.com.br)

Estrangeirismo

 

Leitores, que chique! A nossa colaboradora, Daiana Strada, virou agora, a nossa correspondente internacional.

 

Por Daiana Strada

 

Sabe qual é a melhor coisa de estar num país diferente???

-Poder errar!

Não precisar agradar a ninguém, a não ser, você mesmo. Porque você não conhece a língua, a cultura, os costumes e PODE sim, errar!

Diferente de quando você está no seu país.

E não me venha ser hipócrita em falar que só se importa com isso quem quer, porque, querendo ou não, nós fazemos nossas escolhas de acordo com o ambiente. Se você for num barzinho na beira da Lagoa da Conceição, você não irá de salto agulha com brilhos e não esperará talheres de prata.

Mas, e quando você não sabe pra onde está indo? Você pode errar.

O que está subentendido para os nativos, precisa ser explicado para os estrangeiros e ninguém vai rir da tolice de não saber algo “óbvio”. Porque quando você fala que você não é do lugar, há um “acolher” na frase de cada um. Todos querem te ensinar, querem te mostrar o que tem de melhor no seu lugar e com muita paciência.

Aonde quero chegar?

Não na crítica de que não devemos nos preocupar com o que vestir ou como se portar nos lugares e blá blá blá. Não! Temos que nos adequar! Temos que nos esforçar para nos adequar.

O que eu quero mostrar é que talvez falte um pouco de “estrangeirismo”. De se sentir estrangeiro e olhar para o outro da mesma forma. Afinal, somos todos estrangeiros uns para os outros. Então, por que não tratar as pessoas com tolerância, acolhendo suas dúvidas com paciência e entusiasmo. Pois também aprendemos com a pergunta alheia.

Sim, a pessoa ao seu lado está além das fronteiras do seu entendimento, está além das fronteiras da sua psique, porque ela é um ser único. E você, é outro ser único.

E estamos todos aprendendo a viver um no mundo do outro.

 

Daiana Strada é naturóloga, pós-graduanda em Acupuntura. Para conhecê-la um pouco mais, acesse Profissionais.

 

 

(Crédito da imagem: D. Strada – Ocean Beach/San Diego)